18 de outubro de 2017

Salvação: O Amor e a Misericórdia de Deus


Salvação  O Amor e a Misericórdia de Deus

TEXTO ÁUREO = 'Vós que, em outro tempo, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia."(1Pe 2.10)

VERDADE PRÁTICA = A partir de seu amor misericordioso, aprouve a Deus enviar seu Filho para morrer em lugar da humanidade.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Jo 3.16: O amor e a misericórdia de Deus

Terça – Lm 3.22,23: A nossa existência é fruto da misericórdia divina

Quarta – 1Jo 3.16: Cristo deu a sua vida por nós, assim, devemos oferecer a nossa em favor dos nossos irmãos

Quinta – Rm 5.5-8: Cristo morreu em nosso lugar

Sexta – Ef 2.4,5: A grande benignidade de Deus por intermédio de Cristo

Sábado – Jo 1.10-12: O projeto redentor de Jesus, o Filho de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE I João 4: 13-19

13 Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito.

14 E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.

15 Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus.

16 E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.

17 Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo.

18 No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.

19 Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.

HINOS SUGERIDOS: 27,310,411 da harpa cristã

OBJETIVO GERAL

Mostrar que a salvação é resultado do amor misericordioso de Deus.

 

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico com os seus respectivos subtópicos.

I - Apresentar o maravilhoso amor de Deus;

II- Explicar a misericórdia de Deus no plano da salvação;

II – Analisar o amor, a bondade e a compaixão na vida do salvo.

INTRODUÇÃO

Nós fomos criados para o amor e temos um Pai que nos ama incondicionalmente. Esse amor nos proporciona, quando trilhamos o caminho com Ele, viver a misericórdia, independente da nossa natureza pecadora, a qual herdamos de Adão. O amor de Deus nos cura de tudo. Entender o amor de Deus em nossa vida é compreender que misericórdia é amor, é compreender que a compaixão de Deus para conosco é inesgotável. Mas não é compreender isso apenas para usufruir, mas levar esse amor àqueles que padecem por falta dele.

O MARAVILHOSO AMOR DE DEUS

O amor de Deus é objeto de inúmeros estudos e questionamentos. É algo profundo e extremamente valioso. É esse amor que nos mantém, ajuda e consola.

Deus é Amor. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. (1 João 4:8)

O amor de Deus é fruto de sua essência. Nós amamos. Deus é amor. A diferença é infinita. Por quê?

Tudo o que Deus cria, executa, fala, estabelece, etc, é fruto do seu amor. Até mesmo os juízos e a justiça. A Bíblia diz que Ele é Bondade, Justiça, Fidelidade, etc. Mas todos esses atributos derivam do seu amor.

Ou seja, dizer que Deus é amor é reconhecer que todas as suas atitudes são ditadas pelo amor.

O Amor de Deus. Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele. (1 João 4:16)

O apóstolo afirma que Deus é amor. Logo, isso nos faz pensar que estar em Deus é estar diretamente ligado ao amor e estar ligado ao amor é estar ligado a Deus. Mas como ocorre essa conexão com o amor de Deus?

João diz que isso acontece por que conhecemos e confiamos (ou cremos) nesse amor de Deus. Aqui existe uma “via de mão dupla”: conhecer é crer, e crer é conhecer (Ver Estudo Bíblico Sobre Comunhão entre os Irmãos).

A fé gerada pelo Espírito Santo nos faz “entender em parte” o funcionamento desse amor de Deus. Essa revelação embora limitada (1 Coríntios 13:12) produz em nós a confiança da salvação, nos mostrando o que Deus tem feito por nós em Jesus Cristo.

Sem o reconhecimento da obra de Deus através da morte de Jesus na Cruz e da sua ressurreição, dificilmente conheceremos o amor de Deus. Permanecer nessa revelação, é permanecer no amor de Deus.

O amor de Deus não se revela em qualquer manifestação de amor ou relacionamento. Esse se revela na manifestação do amor que está em consonância com a personalidade de Deus, Sua Palavra e Sua Vontade. O amor de Deus se manifesta tanto quando ele age com bondade, como quando ele age com justiça, ao contrário do que a maioria das pessoas pensam. Justiça e juízo também são manifestações do amor de Deus. O verdadeiro amor pune com o fim de preservar.

Deus de Amor. Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos. (Efésios 2:4,5)

Como já foi dito o amor de Deus é o responsável por todos os atos de Deus. Aqui ele produz a misericórdia. Que é abundantemente derramada sobre nós. Antes que o amor de Deus manifestasse a sua misericórdia, “estávamos mortos em transgressões”. Deus é quem nos dá o maior exemplo de altruísmo ao enviar Jesus como expiação para os nossos pecados. Dessa forma ele manifesta a sua misericórdia (compaixão) por nós. Isso veio impresso na alma de Jesus. “Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor (Mateus 9:36).

Amor de Deus por Nós. Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. (João 3:16,17).

O amor de Deus não é seletivo. Exclusivista. Deus não ama apenas aos espertos, ou de pele e olhos claros, ou mesmo os negros. Nem apenas aos pobres ou aos ricos. Nem mesmo, somente aos santos, como também aos pecadores.Ele ama todo o mundo. Isso ficou ainda mais evidente com o nascimento de Jesus Cristo. O propósito de Deus não é a condenação da humanidade. Ele enviou seu Filho Jesus para nos mostrar isso pessoalmente.

O amor de Deus não está à disposição de alguns, como afirmam algumas doutrinas teológicas. “Deus amou o mundo…”. E “enviou seu Filho… não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele”.

O Amor de Deus Nos Constrange. Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. (2 Coríntios 5:14)

Analisando o amor de Deus por nós o apóstolo Paulo chegou a uma conclusão: “o amor de Cristo nos constrange”. Ele se sentia impelido, impulsionado, catapultado a testemunhar sobre o amor de Deus revelado em Jesus.

Na verdade, todos nós devemos nos sentir assim. Ao observarmos o sofrimento de Jesus no Getsêmani, vemos o quão difícil foi o seu ministério. O quanto doeu nos salvar. O quanto ele precisou doar a si mesmo e abrir mão de tudo o que ele é. Tudo isso por mim e por você. Isso não te constrange? A ser melhor? Mais fiel? Mais consagrado? Dedicado?

UM DEUS MISERICORDIOSO

1. Misericórdia: o que é? Para entender o que é misericórdia, vamos começar a partir de Lucas 10:30-37. Lá, Jesus está usando uma parábola para responder à pergunta de um advogado a respeito de quem é seu vizinho: Lucas 10:30-37.

Em contraste com o sacerdote e o levita, o samaritano negou ser indiferente ao viajante quase morto. Em vez disso, ele teve compaixão por ele, mostrou-lhe graça e o ajudou. Misericórdia, portanto, é ter compaixão por alguém; para ajudar por amor sem esperar algo em troca. E o Senhor é muito rico na mesma. Como Efésios 2, caracteristicamente, nos diz:

 Efésios 2:4-6.  "mas Deus que é rico em misericórdia, por causa de seu grande amor com que nos amou, quando ainda estávamos mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntos, e nos fez assentar nos lugares celestiais com Cristo Jesus, para que nos séculos vindouros Ele possa mostrar a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco em Cristo Jesus. "

 Não foi o nosso valor ou o que poderíamos fazer que nos deu a salvação, mas a graça, o amor e a misericórdia de Deus. Como o viajante que os ladrões haviam deixado meio-morto, assim também nós estávamos mortos em nossos delitos. Religião, filosofia e tudo o mais não poderia nos ajudar. Eles passaram por nós como o levita e o sacerdote. No entanto, o Senhor ", que é rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, quando ainda estávamos mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo." Ele estendeu sua mão e "nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor "(Colossenses 1:12-13). Como I Pedro 1:3 nos diz:

 I Pedro 1:3. "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que segundo a Sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos".

 Romanos 5:8.  "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, no fato que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós."

Estávamos mortos. Ele estava cheio de amor, misericórdia e compaixão. Ele estendeu a mão e fez-nos vivos. Ainda que indigno, Ele nos fez dignos. Embora pecadores, Ele nos fez justos. Embora Seus inimigos, Ele nos reconciliou com Ele mesmo. Embora no reino das trevas, Ele nos transportou para o reino do Filho do Seu amor. Realmente, quão grande é a Sua graça, amor e misericórdia para cada um de nós pessoalmeO PAI

O PAI DAS MISERICÓRDIA. II Coríntios 1:3: … o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação. A fonte da misericórdia e consolação é Deus. No sofrimento não devemos nos esquecer que Ele é O Pai das misericórdias e de toda consolação. Quando Paulo disse “toda consolação” é porque Deus pode consolar qualquer sofrimento. Não há algo tão doído que Deus não possa consolar. Nele há consolação e Misericórdia.

Deus consola através de Sua Palavra. A Bíblia é um verdadeiro bálsamo para a alma humana. São tantas passagens que apaziguam a alma e confortam em momentos difíceis. Muitas vezes preguei em sepultamentos palavras de consolo baseadas na Palavra. Outras tantas vezes pessoas encontraram orientação para tomar decisões acertadas na Palavra.

As orações são recursos de Deus para consolo. Foi o caso de Ana e de tantas outras pessoas em todas as gerações que tiveram seu semblante mudado depois que oraram. O próprio Espírito intercede por nós enquanto oramos para que haja consolo em nós.

Às vezes o consolo divino se manifesta através do próximo, palavra de aconselhamento, abraços, uma boa música. Na maioria dos casos é Deus manifestando sua consolação através do próximo. Eu sempre olho aquele versículo que fala que se meu pai, ou minha mãe me abandonar, Deus me acolherá, de forma horizontal. Afinal Deus vai acolher como? Através de alguém é a resposta.

O consolo de Deus se manifesta até fisiologicamente. O choro é um escape fisiológico dado por Deus ao homem. A expressão “Bem-aventurados os que choram porque serão consolados” tem muitas aplicações, mas expõe também a natureza fisiológica do choro que após ser derramado proporciona certo alívio para aquele que chora.

A Bíblia toda conta a história de Deus sendo o consolador da humanidade. Jesus ao falar do Espírito Santo o chamou de consolador e alertou: não vos deixarei órfãos, ou seja, inconsoláveis, enviarei do meu Espírito e Ele será o consolador de vocês.

Precisamos fazer esta consideração durante o sofrimento. Deus é a fonte da verdadeira consolação. Tão preciosas foram as palavras de Cristo: Não se turbe o vosso coração, credes no Pai, credes também em mim. A fé neste Deus consolador apazigua a alma e consola.

A misericórdia de Deus. Nenhum homem merece a misericórdia de Deus. Nenhum homem pode reclamar a misericórdia de Deus por mérito. As Escrituras concluem: “... pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23).

 As Escrituras do Velho Testamento mostram repetidamente os pecados do povo com afirmações tais como “nós pecamos,” “eu pequei” e “pecamos contra o Senhor”. João diz: “Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:10). E nos é dito, “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio” (1 João 3:8).

O pecado é definido como “transgressão da lei” de Deus, revelada nas Escrituras (1 João 3:4). O povo do Velho Testamento tinha uma lei, dada por Deus através de Moisés e dos profetas. Ninguém guardou a lei, e pecou ao transgredi-la. O povo, agora, vive sob a lei do Novo Testamento dada por Deus através de Cristo, do Espírito e dos apóstolos. Quando deixamos de segui-la, pecamos, ao transgredi-la.

Tiago conta-nos os passos que conduzem ao pecado. “Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1:14-15). O homem peca porque deixa de resistir às tentações do diabo e, assim fazendo, viola a lei de Deus.

Este processo de sedução começou com o primeiro homem e a primeira mulher, pelo diabo (Gênesis 2:3), e continua até o dia presente. O homem foi, e é, culpado diante de Deus, e Paulo diz, “... naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo” (Efésios 2:12).

Você percebe por que precisamos apreciar a misericórdia de Deus? O homem não tinha esperança de nada além da culpa do pecado. Ele era impotente para livrar-se do pecado porque não podia resistir às tentações do diabo. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Romanos 5:8-9). É-nos dito que, sob a nova aliança, “... para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hebreus 8:12). Agradeçamos a Deus por sua misericórdia. Mas lembremo-nos que ainda que agora tenhamos esperança através de sua misericórdia em Cristo, ainda podemos pecar. A misericórdia de Deus não é incondicional. Assim como mostrou misericórdia a Israel e depois tirou-a, por causa da desobediência, ele nos promete o mesmo.

Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários. Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés.

De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10:26-31).

Conhecendo a misericórdia de Deus, bem como nossa fraqueza da carne, advertimos a todos: “... guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Judas 1:21), e a que “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:16).

MISERICORDIA COM O PECADOR. A misericórdia de Deus é demonstrada ao dar Seu Filho para morrer no lugar do pecador. Foi pela misericórdia de Deus “que o oriente do alto nos visitou”. Lucas 1:78. Foi misericórdia e não justiça que mandou Cristo Jesus para nos redimir da condenação da lei. Cristo não trouxe para nós a misericórdia de Deus, mas foi a misericórdia de Deus que O trouxe a nós. Cristo é o meio pelo qual a misericórdia chega a nós, mas Ele não é a causa. A morte de Cristo torna possível o outorgar das misericórdias do concerto por Deus de maneira a satisfazer a justiça, sendo Cristo o penhor de Seu povo. A misericórdia vem de Deus, mas somente através do Senhor Jesus Cristo.

A misericórdia é vista também na regeneração dos pecadores. Vivificar-nos quando ainda mortos em pecados foi certamente um ato de misericórdia, como também o foi a morte de Cristo em nosso lugar. Em Efésios 2:1-3, Paulo descreve o pecador como andando no curso deste mundo, de acordo com o príncipe das potestades, guiado pelo espírito que opera nos filhos da desobediência, sendo por natureza filhos da ira. Mas em seguida ele diz: “Mas Deus que é rico em misericórdia, pelo (por causa de) seu imenso amor com que nos amou, ainda quando mortos em pecados e ofensas, vivificou-nos juntamente com Cristo”. Isto não retrata o pecador fazendo algo que faça Deus regenerá-lo, mas retrata a misericórdia triunfando sobre a depravação humana.

Em Tito 3:5, lemos que não foi por obras de justiça nossas, mas segundo a Sua misericórdia que Ele nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo. E Pedro diz que foi de acordo com Sua abundante misericórdia que fomos gerados de novo para uma esperança viva. 1 Pedro 1:3. Como pecadores não fizemos nada para merecer nosso novo nascimento nem para merecer a morte de Cristo em nosso lugar.

Temos um exemplo concreto da misericórdia de Deus na regeneração de Saulo de Tarso. Ele atribuiu sua conversão à misericórdia de Deus. Ele diz que outrora blasfemava, perseguia e injuriava, “mas alcancei misericórdia”, ele exclama, “pois fiz isto ignorantemente em incredulidade”. Isto não indica que a ignorância e a incredulidade sejam base para a misericórdia, antes, evidencia que sua salvação foi um ato de misericórdia.

A ignorância e a incredulidade não podem merecer a salvação, portanto a salvação de Saulo foi um ato da misericórdia divina. Paulo era o principal entre os pecadores, mas alcançou misericórdia. Não há pecador perverso demais, que não possa receber a misericórdia da salvação.

AMOR, COM ADORAÇÃO A DEUS

O ser humano foi criado para adorar a Deus. A adoração não é só quando estamos na igreja, totalmente envolvidos com os louvores. Ela vai além das canções, além das palavras. Adorar é “prostrar-se” ou “curvar-se”, mas não precisamos andar curvados por aí para adorar a Deus. Temos uma vida de adoração quando vivemos em obediência e submetidos a Deus, com atitudes que o honram.

Adorar a Deus é mostrar que vivemos para servi-lo. É reconhecê-lo como nosso criador e expressar todo nosso amor por Ele. Deus é soberano, maravilhoso, perfeito e merece toda nossa adoração por quem Ele é.

Deus está a procura de verdadeiros adoradores que o adorem em “espírito”; e para isso temos que ter o Espírito Santo habitando em nós, para que seja uma adoração que venha do nosso interior e que não se limita a lugar nenhum. Podemos e devemos adorá-lo onde estivermos. Deus também procura aqueles que o adoram em “verdade”. Só iremos adorar Deus em verdade se conhecermos a sua Palavra, pois ela é a verdade (João 17:17), e é de acordo com ela que devemos adorá-lo.

A adoração só será possível se nós amarmos Deus de todo nosso coração. Se Ele for o nosso maior amor e se estivermos totalmente entregues a Ele. Caso contrário, se Ele não estiver em primeiro lugar na nossa vida, não será uma adoração em espírito e em verdade, pois provavelmente estaremos muito ocupados com nossos afazeres, deixando a comunhão com Deus de lado.

Quando o conhecemos e o amamos, sentimos prazer em adorá-lo. Queremos lhe agradar em tudo e vê-lo feliz conosco. Se Ele está procurando tais adoradores, vamos dizer: “Eis-me aqui Senhor”. E adorá-lo em espírito e em verdade, sempre.

Só Deus é digno de adoração. Não há mais ninguém e mais nada que mereça ser adorado, somente Ele. Quando o adoramos, Ele se alegra e nós também, pois quando vivemos em adoração estamos em comunhão com Deus a todo momento, e isso nos mostrará como é maravilhoso sentir a sua presença em nossa vida.  Ajudar alguém que precisa, ler a bíblia, evangelizar, louvar, fazer o bem, isso é uma vida de adoração. É uma vida que honre o nome de Deus, é viver no seu altar.

AMAR AO PRÓXIMO. A parábola do bom samaritano (Lucas 10:30-37) é um dos mais conhecidos ensinamentos de Jesus. A história apresenta quatro conjuntos de  personagens: O homem que foi roubado, espancado e deixado como morto. Quase nada sabemos sobre este homem, exceto que estava viajando de Jerusalém para Jericó. Não sabemos sua classe social, seu caráter, nem mesmo sua raça.

Não sabemos se ele tinha feito alguma coisa para merecer estes ferimentos. Não faz diferença: O amor ao próximo responde à necessidade, não à identidade da pessoa.  Os assaltantes. Eles se aproveitaram de sua vítima, tomaram o que puderam, e se desfizeram dela. Muitos hoje em dia olham para os outros do mesmo modo que os ladrões.

Procuram ganhar o que podem de alguém e depois não se preocupam mais com ele. Um sacerdote e um levita que estavam viajando pela estrada. Eles viram o homem ferido e se desviaram, passando pelo outro lado. A despeito da posição religiosa deles, evidentemente encontraram alguma desculpa para não ajudar. O samaritano. Um judeu poderia ter esperado que o samaritano tivesse sido o vilão da história. Mas Jesus mostrou que alguns dos desprezados samaritanos eram mais justos até mesmo que sacerdotes e levitas.

O que tornou o samaritano diferente? Ele teve compaixão pelo homem ferido. Os outros estavam tão absorvidos consigo mesmos que realmente não se interessaram por ele, mas quando o samaritano viu a vítima, ele teve compaixão dela. Ele se arriscou. O assalto mostrava vividamente que a estrada era perigosa. Mas ele parou, cuidou dos ferimentos do homem e levou-o a uma hospedaria para receber tratamento. Ele fez o que pôde. O samaritano não era um centro médico totalmente equipado. Ele não era médico. Ele não construiu nenhum hospital. Sem dúvida, havia outros que poderiam estar bem mais qualificados para ajudar se estivessem na cena. Mas este samaritano fez o que pôde com o que tinha. Ele tomou de seu próprio óleo e vinho e tratou os ferimentos. Ele usou seu próprio animal para transportar o homem. Ele pagou a estadia do homem na hospedaria e prometeu pagar quaisquer despesas restantes quando voltasse.

Jesus perguntou ao intérprete da Lei qual deles tinha-se mostrado ser o próximo do homem ferido. Ele respondeu corretamente que foi aquele que o tinha socorrido. O homem tinha aprendido que a identidade de nosso próximo não depende de lugar ou raça, mas que todo aquele que necessita de nossa ajuda é nosso próximo. De novo, Jesus ordenou ao homem: "Vai e procede tu de igual modo" (Lucas 10:37). O amor precisa ser praticado, não admirado.

Jesus concordou que amar a Deus e amar ao próximo são as coisas que temos que fazer para ir para o céu. Em outra ocasião ele disse que estes são os dois maiores mandamentos (Mateus 22:37-39). É impossível ressaltar demais estes dois princípios. Contudo, o amor é pouco entendido e ainda menos praticado. Muitos vêem o amor como uma sensação, um sentimento ou emoção. Uma vez que têm uma bondosa disposição para com Deus e um espírito pacífico para com os outros, eles crêem que já cumpriram todas as responsabilidades do amor. Precisamos prestar cuidadosa atenção a estas ilustrações do amor porque elas nos ajudam a entender o que o amor realmente significa na prática.

 

O bom samaritano socorreu o homem necessitado. O amor é ativo. O amor vê aqueles que têm problemas --físicos ou espirituais-- e sente compaixão por eles. Muitas pessoas estão muito absorvidas consigo mesmas para se preocuparem com os outros e suas dificuldades. Para amar como o samaritano amou, precisamos esquecer de nós mesmos e nos comovermos com o sofrimento dos outros. Isso nunca é mais verdadeiro do que quando vemos pessoas que precisam de auxílio espiritual. Jesus viu as multidões como ovelhas sem pastor e sentiu compaixão por elas, ainda que ele mesmo estivesse exausto (Marcos 6:34). Ele partilhou ansioso a água viva com uma mulher imoral, a despeito de sua própria fome, sede e fadiga (João 4).

O amor aceita riscos para ajudar os outros. Algumas vezes o maior risco que tememos é a rejeição. Se outras pessoas desprezarem nossas tentativas para ajudá-las, sentiríamos feridos. Assim, buscando isolar-nos do risco de ter nosso ego arranhado, evitamos aproximarmo-nos delas. É arriscado convidar um vizinho a ler a Bíblia conosco, chegar a um irmão e reprová-lo, ou desafiar um amigo com respeito à vida dele. O amor arrisca rejeição para ajudar os outros.

O amor faz o que pode. Não podemos fazer tudo o que alguém possa precisar, mas podemos fazer alguma coisa. Não temos todas as respostas, mas temos algumas. O amor serve.

Maria escolheu a boa parte e essa escolha demonstrou seu amor por Jesus. Nossas escolhas sempre demonstram o que amamos. E uma coisa é certa: escolhas serão feitas porque ninguém pode fazer tudo. Algumas coisas que, por si mesmas, são boas e apropriadas, terão que ser omitidas. O que escolheremos? Algumas pessoas escolhem o urgente em vez do importante, fazendo as coisas que precisam ser feitas imediatamente em vez das coisas que são muito mais valiosas a longo prazo.

Uma vez que muitas tarefas espirituais (coisas como orar e estudar) podem ser feitas a qualquer tempo, elas tendem a ser postas de lado enquanto nos concentramos em atividades com limite de tempo. Alguns escolhem as coisas que são visíveis em vez das coisas que as pessoas não podem ver. Uma vez que as atividades espirituais não são percebidas pelos outros, elas podem ser facilmente negligenciadas. Marta recebeu bem a Cristo, porém não escolheu a boa parte. Tinha tantas outras coisas que a sobrecarregavam e preocupavam que não teve tempo para senar-se e ouvir Jesus. O tempo que gastamos com Jesus é um sinal de quanto o amamos. O amor é a chave para herdar a vida eterna. Amamos a Deus? Amamos nosso próximo?

AMOR COMO SERVIÇO DIACONAL

Trabalhar para Deus tem um sabor muito especial mas não é fácil, pois temos que renunciar muitas coisas. Todos os crentes são chamados para servir, pois fomos criados para servir! Encontramos este texto precioso na Bíblia: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos”. Efésios 2:10

O próprio Jesus deixou-nos o maior exemplo de serviço voluntário. Ele disse dele mesmo: “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.” Mateus 20:28.

Servo não é um título que se ganha, mas sim um estilo de vida de entrega total como Jesus ensinou. Temos que sentir em nosso coração uma urgência em relação ao mundo sobre a salvação que há em Cristo Jesus, para então levarmos as Boas Novas àqueles que ainda não O conhecem. Nossa oração deve ser: "Senhor, usa-nos para a Tua glória e para ajudar as pessoas que necessitam de nós". Esse desejo deve nos consumir todos os dias e deve ser o clamor do nosso coração!

 Fomos criados para dar nossa contribuição em favor do mundo e não apenas para consumir os produtos existentes no mundo. Deus nos criou para fazermos a diferença! O que importa não é quanto tempo vivemos mas sim como vivemos. Deus nos diz que fomos criados e salvos para servir e que recebemos dons e que fomos moldados para servir.

CONCLUSÃO

O amor de Deus é a mola propulsora de todas as suas decisões, ações, criações, etc. Tudo o que Deus faz é com base no seu amor. Não é à toa que a Escritura declara que Deus é amor.

Deus nos ama de forma profunda, intensa, calorosa e demonstrou isso no nascimento, na vida, no ensino, na morte e na ressurreição de Jesus. Qual a importância do amor de Deus na sua vida? Que lugar ele ocupa? Como ele tem impactado você? Deixe seu comentário. Expresse sua opinião, será ótimo.

A misericórdia do Senhor e a compaixão para com Seus filhos é realmente sem medida, como a distância entre o céus e a terra. Nós somos vasos de misericórdia, vasos preparados por Ele para a glória! Ele cercou-nos com Seu amor e compaixão. Ele é rico em misericórdia. Para reiterar o convite de Hebreus 4:

O cristão verdadeiro não é apenas aquele que tem a verdade, mas é aquele que a ama e proclama com a vida e com os lábios. Portanto, de uma forma ou de outra, todos devem se envolver com a pregação do evangelho de Jesus Cristo de forma direta e indireta com a pregação, distribuição de materiais, livros, dvds, sites de evangelismo, estudos bíblicos, levantamento de interessados, produção de conteúdo cristão. Mas todos podem ser cristão no lar, no trabalho, na sociedade desenvolvendo os frutos do Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.” Gálatas 5:22.

 

 

 

Por. Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibiografia

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10 de outubro de 2017

A Salvação e o Advento do Salvador


A Salvação e o Advento do Salvador

 TEXTO ÁUREO = "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade." (Jo 1.14)

VERDADE PRÁTICA = O nascimento de Jesus Cristo se deu dentro do plano divino para salvar a humanidade.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Jo 1.9-12: Jesus Cristo é a luz de todos os que creem

Terça - Mt 1.1-17: O nascimento de Jesus e a linhagem de Davi

Quarta - Rm 5.14-17: Jesus Cristo, mediante sua morte, tira o pecado do mundo

Quinta – Rm 3.23,24: A justificação do pecador foi um ato da graça de Deus

Sexta – Ef 2.8: A salvação pela graça mediante a fé somente

Sábado - Jo 3.16: O amor de Deus pela humanidade

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE João 1:1-14

1 = NO princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 = Ele estava no princípio com Deus.

3 = Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

4 = Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.                                                                            
5 = E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.

6 = Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.

7 = Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.

8 = Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.                                                                               
9 = Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.

10 = Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu.

11 = Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.                                                                                  
12 = Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome;

13 = Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

14= E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

HINOS SUGERIDOS: 21, 315, 542 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Mostrar que o nascimento de Jesus Cristo se deu dentro do plano divino para salvar a humanidade.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.

I- Apresentar como se deu o anúncio do nascimento do Salvador;

II- Explicar a respeito da concepção do Salvador; Mostrar que "o

III- Verbo se fez carne e habitou entre nós".

INTRODUÇÃO

De vez em quando, precisamos, como se fosse dar um passeio pela antiguidade; não porque estamos esquecidos, de propósito, dos eventos de Cristo, mas porque em um mundo de demasiadas ocupações, devemos lembrar-nos daquilo que tem valor verdadeiro. Na Ceia do Senhor viajamos de novo ao Calvário; no tempo da Páscoa, visitamos o sepulcro vazio, é tempo de aceitar o convite dos pastores: “Vamos até Belém”. Vamos então, fazer uma viagem no tempo, através das páginas das Escrituras até à manjedoura e meditar de novo sobre o sentido do advento de Cristo a este mundo.

A anunciação do nascimento do Salvador é um dos fatos mais extraordinários da Bíblia, pois reflete o cumprimento de uma série de profecias referentes a redenção do ser humano. O mistério, que até então estava oculto em Deus, começava a se desvendar, e o plano divino de libertação estava prestes a se concretizar.

1. O ANUNCIO DO NASCIMENTO  DO SALVADOR

1. O cumprimento das profecias. Quando houve a queda do homem no Eden, Deus prometeu que enviaria um Redentor, para redimi- lo do pecado. Ao longo dos séculos, a mesma promessa foi repetida diversas vezes, e forneceu detalhes precisos sobre o lugar do seu nascimento e a maravilhosa Obra que realizaria (Gn 21.12; 22.18; 49.10; Nrn24.17;Dt18.15;Is l1.1;Jr23.5; Mq 5.2; Zc 12.10). Agora, era chegado o momento do cumprimento delas.

2. O portador da notícia. O anjo Gabriel trouxe as novas (v.26). Ele pertence a uma classe muito elevada, pois assiste diante de Deus (Lc 1.19) e lhe foram confiadas mensagens divinas da mais alta importância a homens como Daniel (Dn 8.16; 9.21-27), sobre a palavra profética; e Zacarias (Lc 1.11-13,19), sobre o nascimento de João Batista.

A profecia antiga dizia que o Messias nasceria em Belém (Mq 5.2), e Deus usou a burocracia do Império Romano para fazê-la cumprir. Foi decretado pelo imperador Cesar Augusto uni recenseamento em todas as províncias do Império, onde “todo o mundo” teria que se alistar (Lc 2.1), certamente para fins de impostos. Conforme o costume antigo, cada pessoa tinha de comparecer à sua própria cidade. Foi profetizado, também, que o Messias seria um descendente de Davi.

Na providência de Deus a casa de Davi sobrevivia e o herdeiro ao trono era um humilde carpinteiro chamado José. Por ele Jesus recebeu o direito legal ao trono de Israel. Veja Mt l.l6e Lc l.26,27;2.3-5.

Um casal pobre, humilde e sem aparência, não encontrando cômodo confortável onde abrigar-se, “porque não havia lugar para eles na estalagem” (Lc 2.7), procurou abrigo numa estrebaria, junto aos animais. Assim aconteceu que a Glória de Israel e a Luz dos gentios ,nasceu na manjedoura.

Não havia lugar na hospedaria! Isto, de fato, era profético da exclusão de Cristo nos negócios dos homens. Ele está excluído dos negócios deles e o resultado é que as guerras e contendas assolam a terra. Como na parábola do Filho Pródigo, este mundo deve descer as profundezas da degradação antes de descobrir que existe o Pão da Vida, na casa do Pai.

3. A época, “No sexto mês” (v.26),. é uma referência à concepção de Isabel já nos dias de sua velhice (Lc 1.11-25,36). Na verdade, era chegada a “plenitude dos tempos” (Gl 4.4), ou seja, o momento da execução do plano divino, previsto desde a fundação do mundo ( 2 Tm. 1.9,10), para a redenção humana.

4. O lugar. “A uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré” (v. 26). Não foi em Roma, a sede do império mundial da época; ou Jerusalém, a capital do governo civil e religioso de Israel, mas na humilde e desprezada Nazaré (Jo 1.46). Embora nascido em Belém da Judéia, Jesus passou boa parte de sua vida em Nazaré (Mt 2.23; Lc 2.39-51); daí, a razão de Ele ser chamado “Jesus, o Nazareno” (Mt 26.71; At 2.22; 3.6; 6.l4;22.8).

5. O ANÚNCIO AOS PASTORES. A palavra “Evangelho” significa “boas novas”. Como são boas estas novas! Disse o anjo: “Pois eu vos trago uma boa nova de grande gozo que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que e Cristo Senhor” (Lc 2.10,11). Mas, se o anjo tivesse dito: Hoje vos nasceu um grande general! O mundo teria ficado satisfeito? De forma alguma; já havia muitos generais no mundo - demais, talvez, para haver paz no mundo.

E se o anjo tivesse anunciado o nascimento de um grande instrutor? Se a instrução pudesse salvar o mundo, então o Milênio já teria começado, porque não há falta de escolas.

E se o anjo tivesse anunciado o nascimento de mii grande estadista? Havia muitos estadistas eficientes naquele tempo, porque Roma se orgulhava de tais homens. Mas a felicidade e a justiça não se produzem por legislação.

Uma vez mais, se o anjo tivesse anunciado o nascimento de um filósofo? Havia muitos pensadores naquela época, os quais exortavam ao povo a viver, retamente, mas, infelizmente, não podiam conceder-lhe a capacidade de viver retamente. Para que aproveita o ficar calmamente na praia e fazer um lindo discurso sobre natação,a uma pessoa que está morrendo afogada nas águas? Contudo, tal áo quadro do moralista experimentando tornar o povo bom, e salvá-lo do seu pecado. O homem morrendo afogado no precisa de um orador, mas de alguém para o salvar.

O que o mundo necessita, acima de tudo, é um Salvador, porque os problemas e as perturbações do mundo são basicamente espirituais e morais. Satisfazia a necessidade quando os anjos disseram aos pastores: “É que hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador”, e, quando o anjo disse a José: “A quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21).

Depois dos pastores terem ouvido e crido nas notícias de grande alegria, e terem visto o menino Jesus, o Príncipe da Paz e Salvador dos homens, “voltaram glorificando e louvando a Deus”. A paz e a alegria sempre acompanham àqueles que entram em contato com Cristo, o Salvador. Vamos neste Natal aquecer o coração com o calor confortador da mensagem de salvação trazida aos homens, pelo Príncipe da Paz - Jesus Cristo, o Senhor.

II- CONCEPÇÃO DO SALVADOR

UM PLANO CONCEBIDO DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO = I Pedro 1:18-21

1. A origem do plano da salvação: O plano de salvação não foi elaborado por Deus no momento em que surgiu o pecado no mundo. A Bíblia diz que antes de criar o mundo Deus havia criado o plano da salvação.

 2. O motivo do plano da salvação: A salvação resulta do amor de Deus e não do pecado humano. O plano de salvação revela o caráter amoroso de Deus, não um desespero ou uma emergência diante de uma tragédia imprevista.

3. A revelação do plano da salvação: O plano de salvação do pecador foi o remédio elaborado na eternidade, predito por Deus na história e efetivado no fim dos tempos, na vida, morte e ressurreição de Jesus.

III.  O REMÉDIO PARA O PECADO FOI PROVIDENCIADO ANTES MESMO QUE ELE ARRUINASSE A VIDA HUMANA – I Pedro 1:18-20

 1. Antes de existir morte no mundo, o assunto da morte já havia sido tratado no Céu.

 2. Antes dos pecadores sofrerem as consequências dos seus pecados Jesus já havia providenciado a solução para elas.

 3. Antes da criação do ser humano, Deus já tinha cuidado de tudo, até mesmo se ele viesse a desobedecer.

IV. O REMÉDIO PARA O PECADOR FOI PROJETADO ANTES DO SER HUMANO CAIR EM PECADO – I Pedro 1:19-20

 1. Antes de Deus criar o mundo Ele elaborou o plano de salvação.

 2. Antes da fundação do mundo Jesus já era conhecido como o Cordeiro sem defeito e sem mácula, que derramaria seu sangue pelo ser humano, caso caísse em pecado.

 3. Antes da criação do mundo e do ser humano cair em pecado, o Messias já era conhecido no Céu como Aquele que assumiria a desgraça causada pela humanidade.

V. O REMEDIO PARA O PECADO FOI PREVISTO NA ETERNIDADE, MAS DESVENDADO CERCA DE 4.000 ANOS DEPOIS –I Pedro 1:20-21

 1. Assim que Adão e Eva pecaram Deus matou um cordeiro para revesti-los de pele (Gênesis 3:21); isso apontava para o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29).

2. Assim que Adão e Eva pecaram tiveram uma conversa com Deus, o qual logo revelou o plano (Gênesis 3:15). Esse plano foi-se revelando no decorrer da história por meio de altares de sacrifícios, tabernáculo/santuário, templo... até chegar no alto do monte Calvário!

3. Embora Deus não tenha sido pego de surpresa quando Adão e Eva pecaram, a solução de Deus manifestou-se no fim dos tempos, cerca de 4.000 anos depois do pecado,  mais ou menos 2.000 anos atrás.

4. O plano da salvação existia bem antes da fundação do mundo: O plano de Jesus tornar-se Messias, Redentor foi projetado antes de ser estabelecido os fundamentos da terra, pois o propósito de salvar remonta a tempos anteriores à criação do mundo. Na cruz, o projeto originado na eternidade se tornou um fato histórico.

5. O plano da salvação era conhecido antes da queda humana no pecado: A missão de salvar sempre foi o eterno propósito da Trindade, mesmo que ainda não tivesse ninguém para salvar. Desta forma, antes da existência do pecado no mundo, o plano para resolver o problema do pecado já existia, mas concretizou-se em Jesus na cruz e Sua ressurreição.

6. O plano da salvação manifestou-se plenamente no fim dos tempos: A estratégia de redimir o pecador vem antes de criar o homem, mostrando assim que Deus já era Redentor quando atuava como Criador; portanto, o que foi decidido na eternidade manifestou-se num ponto de nossa história, no primeiro século da era cristã, no topo do Monte Calvário.


VI. A SALVAÇÃO ANUNCIADA PELA IGREJA =ATOS 2.37-42,47

O fervor espiritual que caracterizava os crentes, e a Igreja, era algo sobrenatural que os impulsionava à realização da grande e sublime tarefa de ganhar almas para o Senhor. Mencionamos abaixo alguns aspectos da mensagem que pregavam:

1. Base Bíblica. Não pregavam suas idéias ou filosofias; porém, baseavam todo seu testemunho nas Escrituras (At 1.16,20; 2.16,21). A palavra de Deus gera a fé nos corações (Rm 10.17).

2. Arrependimento (v.38). Davam ênfase muito grande ao arrependimento, como condição para alcançar o perdão (At 3.19). Isto deveria ser uma atitude individual, como a salvação também o é ( Jo 3.3,5; Mt 7.13,14; Ap 22.17).

3. Ênfase ao nome de Jesus (v.38). Os judeus reconheciam o Pai e o Espírito Santo, mas não o Filho. Ao enfatizarem este nome, visavam o reconhecimento de Jesus como o Messias, o Redentor (At 2.22,36), e a salvação única e exclusivamente neste nome (Lc 24.47; At 4.12).

VII. A SALVAÇÃO ANUNCIADA DURANTE A HISTÓRIA DO CRISTIANISMO

Durante a história do Cristianismo, a Igreja prosseguiu, parcialmente, na sua missão de anunciar a salvação. Vejamos, resumidamente:

1. Era apostólica (até 100 d.C.). Durante este período, a mensagem do

Evangelho foi propagada em todo o mundo conhecido na época (Cl 1.6,23), e alcançou todo o Império Romano, como Israel, Síria, Chipre, Ásia, Ásia Menor, Macedônia, Acaia, Creta e Itália.

2. Era pós-apostólica até Constantino (de 10(1 d.C. até 313 d.C.). Os cristãos, representados por alguns missionários, bem como por comerciantes, soldados e escravos, se dispersaram por todo o Império e outras regiões, e levaram a mensagem da salvação, não obstante, sofrerem oposições dos imperadores romanos. Assim, algumas regiões da França, Índia, África, Pérsia, Egito, Arábia e Armênia foram alcançadas.

3. De Constantino a Lutero (de 313 d.C. até 1517 d.C.). A mensagem continuou a ser divulgada pela Igreja, principalmente, na Europa. Foram alcançadas algumas regiões da Romênia, Irlanda, Escócia, França, Holanda, Dinamarca, Alemanha, Suíça, Itália, Espanha, Suécia, Morávia, Boêmia, Inglaterra, Noruega, India, Rússia e Groelândia.

4. De Lutero ao início do século 20 (De 1517 d.C. até 1900 d.C.). E o período dos grandes reformadores e missionários que levaram a mensagem da salvação à Alemanha, Suíça, França, Escócia, Inglaterra. Índia, África, China, Birmânia, América latina, Oceania e aos Estados Unidos. Durante este período, surgiram igrejas evangélicas de fé e ordem diferentes.

5. De 1900 d.C. até nossos dias. Milhões dc pessoas têm sido alcançadas pela mensagem de salvação, neste período, em muitos países, entre eles o Brasil. Porém, para a Igreja cumprir o seu papel de evangelização mundial, falta muito. Apenas, parcialmente, ela tem evangelizado. Conforme alguns órgãos oficiais de estatística, temos o seguinte quadro, que representa um grande desafio para a atualidade: população mundial: cerca de 5,1 bilhões, dos quais 1,5 bilhão são cristãos, e apenas cerca de 400 milhões são nascidos de novo. 1,5 bilhão de pessoas não-cristãs vivem em contato com as cristãs.

E, o que é mais triste, cerca de 2,5 bilhões não têm contato com cristãos e nunca ouviram o Evangelho. Portanto, a missão da Igreja ainda está incompleta, pois falta alcançar bilhões de pessoas com a mensagem da salvação., A nível das Assembléias de Deus no mundo, foi elaborado um plano, ora em execução, que visa ganhar milhões de almas para Cristo, até o ano 2000. Para o Brasil, a meta é alcançar 50 milhões de almas. Se a Igreja atual canalizar todos os seus esforços para a conquista dos pecadores, em breve espaço de tempo evangelizaremos o mundo todo, pois dispomos de recursos humanos e tecnológicos para tal empreendimento.

VIII. A PROCLAMAÇÃO DA SALVAÇÃO E AS PERSEGUIÇÕES

As perseguições que se sucederam ao longo da história do Cristianismo, não abateram, de forma alguma, o ímpeto da Igreja, para a evangelização dos povos. Nem as ameaças, proibições, açoites, mortes; nem o fato de seus corpos serem queimados ou entregues às feras, para serem devorados, impediu que continuassem a divulgar a mensagem da salvação. O povo de Deus, quando perseguido, sempre se mostrou mais animado (At 5.41,42; Fp 1.12-14; Hb 11.35).

IX. O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NOS

Deus reservou aos homens o melhor de sua glória ao planejar o envio de seu Filho ao mundo. Toda a experiência de uma pessoa com Jesus em seu início é rasa, levando em conta a dureza dos nossos corações, gerada pelo pecado.

No entanto, a perseverança e firmeza neste propósito leva-nos a dimensões consideráveis desta fonte de vida e poder que o relacionamento mais íntimo de Jesus com os homens oferece.

X. O VERBO E SUA ORIGEM

O Evangelho de João é o canal de Deus para nos fazer compreender sobre a presença de Jesus, o Verbo divino, entre homens. Jesus não é uma criatura de Deus. Uma coisa é avaliar, através da Bíblia, nas citações dos apóstolos, a magistral encarnação do Verbo entre nós; outra é poder, na mesma Bíblia, ouvir Jesus falando com seus próprios lábios, identificando-se como aquele que sempre foi, sempre é, e sempre será o Filho glorificado que, mesmo tendo deixado a glória momentânea, providencialmente retornou com honras.

De forma clara vemos isso na oração sacerdotal, quando Ele mesmo confirma sua existência eterna: “antes que houvesse mundo", Jo 17: 5. 

a)   A origem. Enquanto os três outros Evangelhos iniciam-se falando sobre o nascimento de Jesus, João, indo muito mais distante, revela sua existência antes da criação: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus... e o Verbo era Deus”, 1: 1.

Refere-se a um tempo a que chama de princípio que, em consonância com Gn. 1: 1, também revela um tempo ocorrido antes da obra criadora de Deus, Col. 1: 17.

b) O propósito. Isso nos leva a entender o grande amor de Deus e seus desígnios. Podemos saber que Deus não se assentou no vazio de uma terra sem forma para comandar o nada, mas planejou a sua obra e a estabeleceu para fazer o homem coroa de sua criação e que nisto sentiu prazer e deleite. Ef. 3: 9 aponta também para este princípio quando diz: “desde os séculos oculto em Deus...

c) A visão dos profetas. Antes da encarnação de Jesus, sua vinda era contemplada, crida e aceita pela fé. Isaías disse que o povo que andava em trevas (os perdidos) viu uma grande luz, Is. 9: 2.

XI. A ENCARNAÇÃO DO VERBO

Depois de considerar a existência e capacidade do Verbo, João passa a mostrar em síntese o processo completo de sua humanização, usando duas palavras: verbo e luz.

a) Luz dos homens. Primeiro fala da presença do Verbo com Deus, sendo Deus, agindo como Deus, para depois falar da luz, no extraordinário verso 4. Nesse ponto Deus está graciosa e generosamente voltando-se para o homem. Luz é um termo para homens, é vida, e contrasta com trevas, a morte eterna. Luz é algo novo, que contrasta com a ideia de antiguidade expressa por “no princípio”.

b) Habitou entre os homens. O verso 14 relata uma das mais conhecidas citações em toda a Bíblia: “0 Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos sua glória, glória como do unigênito do Pai.”

Além de outras grandes lições, esta passagem deixa claro o ponto básico deste estudo: a encarnação do Verbo. Recebeu forma humana e tabernaculou entre os homens.  Que fato extraordinário quando visto de nossa frágil perspectiva: um Deus tão gigante e glorioso se digna assumir de forma mais direta e envolvente possível a nossa conjuntura desgastada. E apresentou-se cheio de graça e de verdade entre os homens.

c) O nascimento. Assim, em Lc. 1: 31-35 temos a mensagem do anúncio do nascimento de Jesus a Maria, como uma introdução maravilhosa, onde Deus, por causa de sua santidade e propósito, revela que Maria ficaria grávida pelo Espírito Santo. O texto de Lc. 2 : 7 registra o nascimento em seu momento preciso: “E ela deu à luz...” concretizando a encarnação majestosa.

d) O nome Jesus. Deus nunca precisou, no tocante a si mesmo, de nome ou nomes para ser visto. Mas já que o propósito da intervenção de Deus, no que se refere à salvação, era Jesus, então uma identidade divina entre os homens precisava ser alcançada. E por isto Deus ordenou ao seu anjo que levasse a Maria o nome que o seu Filho obteria na terra: Lc. 1: 3. Jesus, no hebraico, quer dizer salvador.

XII. O CARÁTER DO VERBO

Depois de ter considerado a origem e a encarnação do Verbo, para conhecê-lo melhor, vejamos agora o seu caráter, baseados no texto de Cl. 1: 15-17.

a) A imagem visível. O v. 15 diz que Jesus é a imagem do Deus invisível, apontando para a revelação do próprio Deus, pois a expressão imagem está ligada também à encarnação, ou seja, é uma forma humana de se ver Deus.

b) Primogênito. Termo que Paulo usa para definir a característica de Jesus como aquele que se revela ao mundo e pode ser percebido por aqueles que crerem nEle.

c) Criador. Termo usado para se referir a Jesus, v.16, confirmando sua participação na obra criadora. Todavia mais excelente aqui é o destaque sobre sua relevância sublime no céu.

Se admitimos que Ele também estava no princípio e que é feitor de todas as coisas, admitimos também que é poderoso pela e entre as obras que fez. De fato, o v. 17 informa sobre sua preexistência e salienta o seu domínio. Isso está claramente confirmado em Hb 1: 2-3, onde o desconhecido escritor aborda também, além da revelação que nEle consiste, a excelência do seu nome, e sua superioridade entre os anjos.

CONCLUSÃO

De modo que o motivo principal do nascimento de Jesus na Terra foi, como ele mesmo disse, “a fim de dar testemunho da verdade”. (João 18:37) Fez isso por mostrar com palavras e com ações que o governo de Deus é totalmente justo e que a sujeição a ele resulta em felicidade duradoura. Jesus explicou também que veio ao mundo para dar a sua vida humana “como resgate em troca de muitos”, abrindo o caminho para que humanos pecadores pudessem obter a perfeição e a vida eterna. (Marcos 10:45) Para que a humanidade compreendesse esses assuntos vitais, era necessário haver o registro do nascimento de Jesus.

Jesus é o autor da salvação (Lc 2.11; 2Tm 1.10; Lc 2.30; Hb 5.9), e como Salvador, Ele têm poder de perdoar os nosso pecados (Mc 2.10), a todos quanto O receberam, Ele deu o poder para serem filhos de Deus, aos que creem em seu nome (Jo 1.11-12). Porque Ele recebeu todo o poder nos céus e na terra (Mt 28.18). Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade (1Tm 2.3-5).

O nome de Jesus não somente nos garante perfeita salvação, mas também vitória em todas as circunstâncias de nossa vida, e também robustece a nossa alma na esperança de um reino futuro, eterno e cheio de paz.

 

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Lições bíblicas CPAD 1995

Revista de Estudos Bíblicos Aleluia

http://portal-biblico.blogspot.com.br

 

 

A SALVAÇÃO E O NASCIMENTO DO SALVADOR

 

TEXTO ÁUREO = "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade." (Jo 1.14)

 

VERDADE PRÁTICA = O nascimento de Jesus Cristo se deu dentro do plano divino para salvar a humanidade.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE João 1:1-14

HINOS SUGERIDOS: 21, 315, 542 da Harpa Cristã

 

INTRODUÇÃO

 

A salvação é um ato divinamente iniciado na fundação do mundo e humanamente realizado por Cristo ao nascer em Belém. O verbo divino precisou tomar a forma humana e passar por todas as vicissitudes pertinentes a ela para satisfazer as exigências da redenção, tomando sobre si o pecado de toda humanidade. O nascimento de Jesus marca o início de uma nova era para a humanidade onde a promessa de perdão e salvação é efetuada por Cristo. Deus tomou a iniciativa da salvação antes mesmo que houvesse necessidade dela; assim, Deus pai decreta a salvação, o Filho efetua-a, e o Espírito Santo aplica-a.

O ANÚNCIO DO NASCIMENTO DO SALVADOR

O Antigo Testamento está repleto de profecias e vaticínios que apontam para o nascimento de Jesus, o Messias, como o Redentor. A própria vida de alguns profetas do AT é um antítipo de Cristo como, por exemplo, Moisés e Elias, cujas vidas e obras apontam para a vida abnegada e sacrificial de Cristo, especialmente Moisés como o libertador nacional. Alguns reis de Israel também servem de figura para o Rei dos reis, cujas lideranças promoveram a união nacional e a expansão do povo de Deus. Davi pode ser colocado nesse grupo como um homem segundo o coração de Deus e pelas promessas que Deus fez-lhe como iniciador de uma dinastia de reis, apontando para Cristo, que nunca terminariam seu reinado (2 Sm 7.16; Sl 45.6).

Até mesmo Ciro (Is 45.1), um rei pagão a quem Deus chama de “meu ungido”, tendo em vista seu trabalho de restauração da nação de Israel, pode ser uma figura profética de Cristo porque permitiu a restauração de Israel após o cativeiro. Dessa forma, vê-se, como em vários textos do AT, que Cristo está presente (Lc 24.45; Gn 3.15; 22.18; 26.4; 49.10; Nm 21.9; Dt 18.15; Si 16.9-10; Jr 23.5; Ez 34.23; Dn 9.24; Mq 7.20; Mi 3.1; Jo 1.45), como afirma o evangelista:“E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escritura” (Lc 24.27).

João Crisóstomo afirmou que “ler todos os livros proféticos sem enxergar Cristo neles seria extremamente insípido e sem graça. Ver Cristo neles revela sua fragrância”. Portanto, toda beleza poética e profética do AT remete, aponta e prefigura o nascimento e obra de Cristo. A vinda do salvador é profetizada na Queda do homem (Gn 3.15); no sacrificio de Isaque; no simbolismo do êxodo na saída do Egito e no sangue de animais no umbral das portas na noite da páscoa; nos 26 salmos messiânicos, como veremos adiante; na volta do exílio babilônico e nos profetas, especialmente os messiânicos e, especificamente, em Isaías, num bloco dedicado ao Messias (Is 7.1-12.6), chamado “O livro do Emanuel”.

Do AT, Isaías foi um dos profetas mais específicos, proficuos e profundos sobre o Messias. Suas predições estão repletas de poesia arrebatadora que fluem da inspiração divina de um profeta culto que se colocou inteiramente à disposição do Senhor para, com detalhes, vaticinar o nascimento e a vida de Cristo. Suas profecias são tão abrangentes que o livro de Isaías é chamado de “O evangelho do Antigo Testamento”, pois descortina diante do leitor a Cristo e seu evangelho 700 anos antes de Ele nascer.

Dentre os profetas, ele é o mais celebrado do Antigo Testamento, com muita profundidade teológica, especialmente na Soteriologia, na Cristologia e na Escatologia, tendo em vista sua grande capacidade literária em ser poeta e orador, um artista de palavras, um grande estadista, reformador e teólogo.1 Isso tudo torna seu livro extremamente gratificante de ler, mas também nos deparamos com a complexidade de seus vaticínios, cujo fio condutor aponta para o nascimento e vida do Salvador.

 

O tema central de Isaías é o amor de Deus demonstrado no socorro ao seu povo através do sacrificio do Servo Sofredor, ou seja, a grande salvação de Deus, apesar da situação caiamitosa do povo de Israel. Por isso, um dos principais objetivos dc Isaías ao escrever era, dentre outros, anunciar a vinda do Messias, o único que seria capaz de tirar o povo do pecado e trazer completa libertação.

Em Isaias 6.13, Deus alerta o profeta para que não fique frustrado, pois sua mensagem não seria ouvida até que tudo ficasse desolado e desabitado, mas, depois, eia produziria resultados, e suas profecias seriam cumpridas. Foram 40 anos de ministério e grandes mensagens rejeitadas até que, finalmente, o tronco começaria a brotar na volta do exílio. Paradoxalmente, a frutificação a partir de troncos feios e queimados é um contraste humilhante diante da grandeza e glória do Deus que se revelou a Isaías. Sobraria uma floresta de troncos decepados, mas, desses troncos, brotaria uma semente que faria toda a diferença: Cristo, que salvaria não somente o povo de Israel, como também todo o mundo (Jo 3.16).

Além do profeta messiânico Isaías, temos outras profecias específicas que se cumpriram em Cristo, especialmente nos salmos messiânicos, os quais enumeramos abaixo, sendo a primeira referência a profecia, e a segunda, seu cumprimento: o Messias, Jesus, seria Filho de Deus e declarado pelo Pai como tal (Sl 2.7 >Mt 3.17);

Todas as coisas seriam postas debaixo dos pés do Messias (Sl 8.6 >Hb 2.8);

Jesus ressuscitaria da morte (Sl 16.10 > Mc 16.6-7);

Deus iria desampará-lo na hora da necessidade (Sl 22.1 >Mt 27.46);

Seria zombado e insultado (Sl 22.7-8 >Lc 23.35);

Suas mãos e seus pés seriam perfurados (Sl 22.16 >Jo 20.25,27);

Lançariam sorte sobre suas vestes (Sl 22.18 >Mt 27.35-36);

Não lhe seria quebrado nenhum osso (Sl 34.20 >Jo 19.32-33, 36);

Seria acusado por testemunhas mentirosas e iníquas ( Sl 35.11 > Mc 14.57);

Seria odiado sem motivo (Sl 35.19 > J0 15.25);

Viria para fazer a vontade de Deus (Sl 40.7-8 >Hb 10.7);

Seria traído por um amigo (Sl 41.9 >Lc 22.47-48);

Seu trono seria eterno (Sl 45.6 >Hb 1.8);

Assentar-se-ia à destra de Deus (Sl 68.18 > Mc 16.19);

O zelo pela casa de Deus consumi-lo-ia (Sl 69.9 >Jo 2.17);

Receberia fel e vinagre para beber (Sl 69.2 1 >Mt 27.34);

Teria um reino eterno (Si 72.1-5, 17 >Lc 1.32-33)

E mundial (Sl 72.8-11, 19 >Jo 1.5-9; At 13.47-48);

Julgaria o povo e os pobres com justiça e equidade (Sl 72.2- 4 >Lc 4.17-19);

Falaria em parábolas (Sl 78.2 >Mt 13.34);

Oraria em favor dos seus inimigos (Sl 109.4 >Lc 23.34);

O lugar do seu traidor seria tomado por outro discípulo (Si 109.8 > At 1.20);

Os seus inimigos seriam subjugados debaixo dos seus pés (Sl 110.1 >Mt 22.44);

Seria um sacerdote segundo a ordem de Meiquisedeque (Si 110.4>Hb 5.6);

Seria a pedra angular (Si 118.22 >Mt 2 1.42)

E viria em nome do Senhor (Si 118.26 >Mt21.9).

O Novo Testamento diversas vezes afirma que Jesus reivindicou para si o título de Salvador (Jo 4.26; 6.35; 8.12,18,23; 11.25; 13.13,19; 14.6), como havia sido prometido no Antigo Testamento. Embora algumas profecias fizessem referência a Cristo como o Rei Vindouro, Jesus permaneceu longe das tentações do poder temporal e da política exploradora. Seu reinado seria eterno e atemporal (Jo 18.36).

Seu Reino estaria no coração das pessoas e teria um alcance global (1 Co 4.20). Algumas vezes, Ele até mesmo proibiu aqueles que foram curados de espalharem sua fama e seus feitos para que seu ministério não fosse mal interpretado por Roma (Mt 12.1 6),2 ou mesmo para manter seu ministério em caráter subversivo, sem estardalhaços nem exibicionismos (Lc 4.9). Na cruz e na ressurreição, Jesus venceu Satanás e os poderes demoníacos que escravizavam toda a humanidade oferecendo-nos a possibilidade da libertação e redenção. A dimensão da vitória de Cristo é fundamental para a teologia pentecostal.

A CONCEPÇÃO DO SALVADOR

Jesus foi anunciado pelos anjos, nasceu de uma virgem e foi celebrado entre os homens. Seu nascimento foi um divisor de águas na história da humanidade. Aquilo que havia sido profetizado e predito de várias formas no Antigo Testamento tornou-se realidade com o seu nascimento. A partir do nascimento do Rei Jesus — um evento único e não repetível —, há esperança para a humanidade e inaugura-se, assim, a chegada do Reino de Deus a terra, ainda que de forma invisível, porém plenamente factível nos corações, nas atitudes e nos caminhos que o ser humano pode percorrer tendo Ele como Rei.

Para alcançar essa realidade, Ele precisou vir ao mundo. Dessa forma, Ele nasceu longe de casa, peregrinando para Jerusalém, sem acomodações adequadas e num ambiente inóspito e extremamente humilde.

Se fosse nos dias de hoje, talvez nascesse embaixo de um viaduto. Essa é a demonstração que Deus lançou mão para mostrar que, de fato, o Filho abandonou sua mais extrema glória para habitar entre os homens na mais extrema humildade e pobreza. Esse esvaziamento de Cristo (Fp 2.7) é um gesto extremo de doação de si mesmo, comprovando que não poderia haver maior entrega do que essa para anunciar ao mundo aquilo que Deus é: amor!

Uma pergunta que permanece quando se fala da concepção virginal de Jesus é: “Por que isso se fez necessário?” Uma resposta plausível é que o nascimento de Jesus é incomum no sentido de Ele ser pré-existente; os demais seres humanos são concebidos no ato sexual entre um homem e uma mulher; Cristo, porém, não precisou ser concebido, pois já existia como unigênito do Pai (1 J0 4.9) desde a interminável eternidade.

A protagonista principal do nascimento do Salvador foi uma mulher. As mulheres eram consideradas uma propriedade do homem e não podiam tomar decisões a não ser que o marido autorizasse-as a fazer algo, mas Deus, querendo mostrar a importância e o lugar de igualdade da mulher (Gl 3.28), tomou a iniciativa de fazer o Salvador nascer sem que Maria tivesse relações sexuais com um homem. Dessa forma, já em seu nascimento, o Salvador estava libertando as mulheres do pesado jugo imposto pelos homens da época. Isso corrobora com a maneira gentil e acolhedora com que Jesus tratou as mulheres durante seu ministério.

A concepção virginal de Jesus atesta também para a infinita graça de Deus em dar seu único filho para experimentar as mesmas dores e dificuldades da raça humana e ser o seu Salvador, pois essa mesma raça jamais poderia ser salva por seus próprios esforços e méritos. Assim, o nascimento virginal do Salvador ocorre sem qualquer intervenção humana, atestando, além da graciosidade divina, seu ato milagroso. Sobre isso, Gruden escreve:

O nascimento virginal de Cristo é um lembrete inequívoco de que a salvação jamais pode vir por meio do esforço humano, mas deve ser obra do próprio Deus. Nossa salvação deve-se apenas à obra sobrenatural de Deus, e isso ficou evidente bem no início da vida de Jesus quando “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim dc que recebêssemos a adoção de filhos.

O intercurso sem contato fisico entre a humanidade, representada em Maria, e a divindade possibilitou o nascimento de Cristo de forma a ser Ele completamente homem e completamente Deus ao mesmo tempo, numa paradoxal fusão e separação chamada de união hipostática. Assim, esses elementos unidos manifestaram sua divindade e sua humanidade, tendo a mesma substância que o constitui Deus infinitamente poderoso e a que nos constitui humanos; entretanto, essa união não produz um terceiro ser como se este fosse um híbrido humano divino, nem é uma metamorfose, mas, sim, um ser divino e humano ao mesmo tempo em plena manifestação de vida pessoal.

A Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil declara que: As Escrituras Sagradas apresentam diversas características humanas em Jesus. O relato de sua infancia enfoca o seu desenvolvimento fisico, intelectual e espiritual: “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens [...]. E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2.40,52). O profeta Isaías anunciou de antemão sobre Emanuel: “manteiga e mel comerá, até que ele saiba rejeitar o mal e escolher o bem” (Is 7.15).

Ele tomou-se homem para suprir a necessidade de salvação da humanidade. O termo “Emanuel”, que o próprio escritor sagrado traduziu por “DEUS CONOSCO” (Mt 1.23), mostra que Deus assumiu a forma humana e veio habitar entre os homens: “Eo Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

A Bíblia ensina tanto a divindade como a humanidade de Cristo: “E todo o espírito que confessa que Jesus não veio em carne não é de Deus” (1 Jo 4.3). A humanidade de Cristo está unida à sua divindade, pois Ele possui duas naturezas, e essa união mantém intactas as propriedades de cada natureza, o que está claramente expresso no seu nome Emanuel.

“O VERBO SE FEZ CARNE E HABITOU ENTRE NÓS”

Entre os títulos messiânicos da tradição veterotestamentária e interpretados como sendo de Jesus de Nazaré, um em particular recebe destaque: “Emanuel”, que, no hebraico, é a junção de dois termos: immánu, que significa “conosco” e El, que significa “Deus” ou “Senhor”, literalmente “conosco [está] Deus”.

O título foi uma apropriação teológica atribuída ao profeta Isaías, já que a expressão aparece em dois versículos e indiretamente em um versículo. Seguem: (1°) “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14). (2°) “[...] e passará a Judá, inundando-o, e irá passando por ele, e chegará até ao pescoço; e a extensão de suas asas encherá a largura da tua terra, ó Emanuel (Is 8.8)”. (3°) “Tomai juntamente conselho, e ele será dissipado; dizei a palavra, e ela não subsistirá, porque Deus é conosco” (Is 8. 10).

O Emanuel é a garantia de que, assim como foi com o povo de Israel, Ele também está conosco, assim como Ele mesmo prometeu:

“Eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mt 28.20). Assim se cumpre em nós a promessa messiânica de que Ele, de fato, estaria conosco. O apóstolo João escreveu: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). O verbo “habitar” (armar a sua tenda) utilizado por João tem o mesmo sentido que o Emanuel utilizado por Tsaías, ou seja, Deus agora habita definitivamente entre seu povo através de Cristo e de seu sacrificio na cruz.

 

“E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita” (Rm 8.11).

O apóstolo Paulo refere-se à encarnação de Cristo como “aquele que foi manifestado na carne” (1 Tm 3.16), como Ele sendo a “imagem de Deus” (2 Co 4.4), que realizou sua obra de reconciliação “no corpo da sua carne” (Cl 1.22) e que Deus condenou o pecado na carne (Rm 8.3). Pedro afirma que Cristo morreu por nós na carne (1 Pe 3.18; 4.1). Portanto, as Escrituras estão repletas de confirmações de Jesus como Deus encarnado. João avisa que o espírito do Anticristo atua naqueles que negam que Cristo veio em carne (1 Jo 4.2; 2 Jo 7).

Quando Jesus tornou-se carne, Ele assumiu toda a humanidade com suas fragilidades próprias. Assim sendo, sua encarnação não foi uma farsa, mas, sim, a realidade concreta de que o ser divino excelso escolheu sentir toda a dor, toda a aflição e toda a tentação humana para, dessa forma, socorrer-nos em nossas fraquezas (Hb 4.15) e dar- nos a salvação “enviando o seu próprio filho em semelhança da carne do pecado” (Rm 8.3), condenando o pecado que nos afligia na carne.

A encarnação de Jesus é a afirmação verídica de que Ele tornou-se completamente homem, mas que, ao mesmo tempo, não deixou de ser completamente Deus (Jo 1.1-3; 10.30; Fp 2.6). Portanto, sem ter deixado de ser Deus, Deus tornou-se homem.

A realidade de um Deus santo encarnar é completamente anormal e impossível — é um paradoxo. Por isso, Paul Tillich afirma que o “paradoxo cristológico [da encarnação] e o paradoxo da justificação do pecador são um único e mesmo paradoxo — o paradoxo do Deus que aceita um mundo que o rejeita”. Assim, diante da situação pecaminosa do homem e diante da necessidade de a expiação ser feita por um ser humano perfeito, somente uma solução foi possível: o Filho de Deus encarnar, ou seja, deixar sua glória e majestade e tornar-se como um ser humano comum e sujeito às mesmas falhas e erros, mas sem pecado (Lv 4.3; Hb 4.15).

Para o plano de salvação ser aceito por Deus, ele deveria ser executado por alguém que pudesse ser Deus e homem ao mesmo tempo na função de mediador (1 Tm 2.5), alguém que pudesse colocar-se entre Deus e a criatura pecadora e sem esperança; para ser mediador, teria que ser Deus; para representar a humanidade, teria que ser homem. Somente Jesus poderia preencher esses requisitos em sua automanifestação divina, demonstrando o paradoxo de que aquEle que transcende o universo aparece no universo e está sujeito às suas condições limitantes por decisão própria, embora, a qualquer momento, pudesse utilizar seus atributos divinos incomunicávejsl2 (Mc 4.39).

Para Jesus cumprir a penalidade humana, Ele teria que morrer. Para morrer, Ele teria que ter um corpo (Jo l.14).13 Assim, conforme afirma a Confissão de Fé das Assembleias de Deus:

 

A encarnação do Senhor Jesus fez-se necessária para satisfazer a justiça de Deus: o pecado entrou no mundo por um homem, Adão, assim, tinha de ser vencido por um homem, Jesus. Em sua natureza humana, Jesus participou de nossa fraqueza física e emocional, mas não de nossa fraqueza moral e espiritual.

As duas naturezas de Jesus permaneceram inalteradas em sua essência; são revestidas de seus atributos inerentes e apresentam Jesus como uma única pessoa indivisível na qual as duas naturezas estão unidas, constituindo uma pessoa com uma só vontade e consciência. Essa união somente é possível por causa do parentesco do homem com Deus, ou seja, Deus soprou no homem o seu próprio fôlego de vida, instilando nele a sua essência e semelhança.

Ele não podia tornar-se árvore ou pedra, mas podia ser homem, pois foi feito à sua imagem. Assim como a imagem de Deus foi aviltada no homem pelo pecado, “Cristo, a imagem perfeita de Deus segundo a qual o homem foi feito, restaura aquela imagem perdida, unindo-se à humanidade e enchendo-a dc vida e amor divinos”. 16 A possibilidade da restauração da imagem de Deus, corrompida radicalmente pelo pecado, nos é dada novamente naquele que refletiu a perfeita imagem de Deus.

A plenitude da divindade (Cl 1.19; 2.9) encarnou em finitude humana na plenitude dos tempos (Gl 4.4). Isso torna possível que nós, simples mortais e sujeitos ao pecado, estejamos cheios de toda a plenitude de Deus (Ef 3.19) para refletir sua glória ao mundo através do amor com que nos amamos uns aos outros (Jo 13.35).

A encarnação foi a manifestação do Logos (Palavra) divino em Jesus como o Cristo. Por esse motivo, a Teologia cristã transcende outras teologias, pois “nenhum mito, nenhuma visão mística, nenhum princípio metafisico, nenhuma lei sagrada tem a concretude de uma vida pessoal [como a de Cristo]. Em comparação com uma vida pessoal, tudo o mais [outras teologias e religiões] é relativamente abstrato. E nenhum desses fundamentos relativamente abstratos da teologia tem a universalidade do Logos”.

A encarnação da Palavra em Jesus não era automática, mas, sim, fruto da obediência ao Pai em tudo. Jesus disse: “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo” (Jo 5.30). Para obedecer àPalavra do Pai, Jesus teve que desobedecer às autoridades religiosas da época várias vezes. Ele teve momentos dificeis, em que orava: “Afasta de mim este cálice!” (Mc 14.36). Teve que pedir a ajuda dos amigos (Mt 26.38,40). Teve que orar muito para poder vencer (Hb 5.7; Lc 22.41-46). Apesar de tudo, Ele venceu! Ele mesmo o confirma: “Eu venci o mundo!” (Jo 16.33). Como diz a carta aos Hebreus: “O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (Hb 5.7-8).

Teologicamente, afirma-se que o nascimento de Jesus é a sua encarnação e que sua morte é a expiação dos pecados. Assim, a humilhação de Jesus tem início com o seu esvaziamento ao tomar a forma de servo (Fp 2.7-8), culminando com seu sofrimento na cruz.

Portanto, sua humilhação está relacionada aos seus sofrimentos: a perseguição, o desprezo das autoridades, a discriminação (Jo 1.46), o silêncio diante de seus acusadores, os açoites impiedosos, o julgamento diante de Pilatos e Caifás e, por fim, a sua morte. Em Jesus, cumpriu-se cada detalhe do Servo Sofredor (Is 53) e, por esse motivo, devemos agir conforme o texto adiante.

E cabe a nós, igreja, anunciar ao mundo que em Cristo há um caminho para a salvação e para a vida abundante. Essa compreensão impele a igreja a um despertamento da necessidade de “sair para fora” e anunciar que há um juízo, mas que também há uma salvação em Cristo.

Quando Jesus andou na terra, ofereceu-nos o melhor exemplo, pois assumiu a forma humana plena e conviveu humildemente com a fraqueza humana. Quando estava cansado, não sentiu vergonha de dormir na popa do barco. Ele sentiu fome, chorou diante da miséria humana, do sofrimento alheio e do seu próprio e tomou-se servo dos discípulos (Jo 13); na cruz, porém, deu obrado final “está consumado” para que hoje pudéssemos estar salvos.

Dessa forma, devemos seguir o exemplo de humildade dEle e servir nossos irmãos. Basta-nos desfrutar dos beneficios de sua encarnação de maneira responsável e repartir essa benção infinita com o maior número possível de pessoas para que o Reino de Deus esteja entre os homens.

 

Evangelista Isaias Silva de Jesus

 

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Setor I - Em Dourados – MS

 

Livro A Obra da Salvação Claiton Ivan Pommerening 1º. Edição CPAD 2017