6 de dezembro de 2017

LIÇÃO 11 – ADOTADOS POR DEUS


LIÇÃO 11 – ADOTADOS POR DEUS - 4º TRIMESTRE DE 2017 (Rm 8.12-17)

 

TEXTO ÁUREO

 

"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor,

mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai." (Rm 8.15)

 

VERDADE PRÁTICA

 

A obra de salvação de Jesus Cristo nos possibilitou

ser adotados como filhos amados de Deus.

 

Introdução

 

A adoção espiritual é uma bênção proveniente da obra salvífica de Cristo Jesus. Isso significa que deixamos a condição de criaturas, servos e servas do pecado, para viver a condição de filhos libertos que desfrutam dos privilégios da obra de salvação. Embora usufruamos das inumeráveis bênçãos dessa condição atualmente, temos a esperança de, num futuro bem próximo, desfrutarmos da adoção plena e gloriosa nos céus.

 

I - CONCEITO BÍBLICO DE ADOÇÃO

 

Definição etimológica

O dicionário Houaiss (2001, p. 88) diz que adoção é: “ação ou efeito de adotar, de aceitar alguém ou algo; processo legal que consiste no ato de se aceitar espontaneamente como filho, desde que respeitadas as condições jurídicas para tal, aceitação como parte integrante da vida de uma família, aceitação ou admissão do que antes era externo, alheio, estranho ou não era conhecido ou cogitado, ato jurídico que cria relações de paternidade e filiação entre duas pessoas e este ato faz com que uma pessoa passe a gozar do estado de filho de outra pessoa”.

 

Conceito bíblico e teológico.

 

No sentido bíblico, o ser humano caído em pecado é uma criatura e não filho de Deus. Para se tornar filho de Deus é preciso crer no sacrifício vicário de Cristo para então ser recebido pelo Pai como filho por adoção (Jo 1.12; Cl 4.5). Assim, é possível fazer parte da família de Deus, desfrutando de uma relação terna e amorosa cuja expressão mais peculiar para descrevê-la é Aba (paizinho). Pai (Gl 4.6).

É um privilégio ser membro de uma família em que todos passam a chamar e a considerar uns aos outros, irmãos em Cristo (l Ts 2.14). Toda essa bênção só é possível porque fomos feitos "filhos de adoção por Jesus Cristo" (Ef 1.5).

 

Definição teológica.

A palavra grega traduzida para “adoção” é “huiothesia” é uma palavra composta formada de “huios” que significa “filho”, e “thesis” que por sua vez é “posição ou colocar” (Rm 8.15,23; 9.4, Gl 4.5; Ef 1.5). Portanto, seu sentido primário é: “colocar como filho”, “dar a alguém a posição de filho”.

 

Em escritos seculares gregos essa palavra era muitas vezes usada no mesmo sentido que usamos a palavra adoção; isto é, aceitar alguém que não era por natureza da família e legalmente recebê-lo e tratá-lo como filho por nascimento […] é o ato jurídico pelo qual uma pessoa recebe outra como filho, independentemente de existir entre elas qualquer relação de parentesco consanguíneo ou afinidade” (VINE, 2002, p. 374).

 

Benefícios da adoção.

 

Fazer parte de uma família, e nesse caso da família de Deus (Ef 2.19), traz inúmeros benefícios: segurança, confiança e sentido de pertencimento a uma casa eterna. Este termo lembra um lugar de refúgio, paz e descanso. Nesse sentido, num mundo conturbado em que vivemos, encontrar a casa do Pai é um grande alívio e um antídoto contra as perturbações, angústias e aflições nos dias atuais. Além disso, a adoção divina nos tira o senso de inferioridade que o pecado carrega, nos coloca num lugar elevado, tirando-nos "da potestade das trevas" e transportando-nos "para o Reino do Filho do seu amor" (Cl 1.13).

 

Herdeiros da promessa.

 

O Espírito Santo testifica ao nosso coração que somos filhos de Deus (Rm 8.16). Somos filhos porque fomos adotados pelo Pai, passamos a fazer parte de sua família e a desfrutar do privilégio de sermos os seus herdeiros (Tt 3.7; Rm 8.17).

 

Por meio da adoção divina, deixamos de ser escravos, sem herança nem direito, para nos tornarmos filhos portadores de todos os privilégios da casa do Pai (Gl 4.7). Logo, temos uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível que está reservada nos céus para nós (1Pe 1.4).

 

A adoção é para todos os que creem

Os principais textos que tratam dos crentes como filhos de Deus são (Sl 103.13; Ef 1.5; Gl 4.4,5; Rm 8.15-17; Jo 1.12; 2 Co 6. 18; Rm 8.15; 23; Gl 4.6; Hb 12.6; Hb 6.12; 1Pe 1.3,4; Hb 1.14). Continua-se a observar os aspectos legais que ocorrem na vida do pecador que recebe a Cristo como Salvador: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome” (Jo 1.12). A presunção humana de achar que todos os homens são filhos de Deus não corresponde à verdade bíblica.

II - ADOÇÃO DE FILHOS DE DEUS

A adoção nos torna filhos de Deus

Ninguém precisará jamais adotar um filho natural porque já é filho. Deus tem apenas um Filho, o qual, por ser o único, é chamado de Filho Unigênito (Jo 3.16). Os homens tornam-se filhos por adoção, e essa adoção é um ato legal, pois ela inclui a pessoa salva na família de Deus, responsabilizando-a pela obediência filial. Como consequência dessa filiação, o crente passa a ter todos os direitos e privilégios de filho: “E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo […]” (Rm 8.17; ver Gl 4.5,6). “[…] deu-lhes o poder de seremfeitos filhos de Deus […] ” (Jo 1.12). De “serem feitos” porque não eram antes (BRUNELLI, 2016, p. 359).

A adoção nos dá os direitos de um filho natural

A adoção no mundo greco-romano era ordinariamente de jovens de bom caráter que se tornavam os herdeiros e mantinham o sobrenome dos ricos que não tinham filhos. Porém, o NT proclama a adoção corteza do Senhor a pessoas pecadoras para se tornarem os herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo (Rm 8.15-17; Gl 3.26, 27; 4.5,6; 1Jo 3.1). Em uma cerimônia legal, ao filho adotado era concedido todos os direitos de um filho natural. Não existe dignidade suficiente no homem que o faça merecer tão graciosa obra da salvação (Ef 1.5; Gl 4.5; Rm 8.15). Quem não é filho, vive numa insegurança marcante, porém quem é filho sente segurança: “porque não recebestes o espírito de escravidão para viverdes, outra vez, atemorizados” (Rm 8.15) (ENNS, 1998, p. 35).

A adoção nos dá uma nova relação familiar

Pela adoção, os laços com a velha família são quebrados, pois somos resgatados da lei (Gl.4.5); da escravidão (Rm 8.15); das futilezas que cercavam a nossa vida (1Pd 1.18); e da maldição familiar (Ex 20.5). Pela adoção, um novo ambiente familiar é estabelecido.

A adoção vai ainda um pouco além, pois: “ela outorga não apenas um novo nome, um novo status legal e uma nova relação familiar, mas também uma nova imagem, a imagem de Cristo” (Rm 8.29; Ef 2.11-13; 19). O adotado não tem nenhum mérito pela escolha do “adotador” pois a soberania divina exclui com eficácia qualquer mérito (Ef 1.5; Gl 3.26; 4.4-7). “Adoção é um ato por meio do qual Ele (Deus) nos faz membros da Sua família”. Filho, no sentido legítimo da palavra, é alguém que tem em si os “genes” do pai e da mãe. Todavia, há filhos adotados,por um ato de amor e, ao mesmo tempo, jurídico, passando a desfrutar das mesmas regalias e direitos de um filho biológico; ou ainda, pelo direito à cidadania estrangeira, como ocorreu com Paulo (At 22.25,26) (BRUNELLI, 2016, p. 369).

Adoção nos dá privilégios espirituais

O status de filhos traz-nos alguns privilégios:

(a) tratar a Deus como Pai nas nossas orações e de receber o perdão de nossos pecados: “Pai nosso, que estás nos céus […]” (Mt 6.9);

(b) ter o testemunho do Espírito acerca da nossa salvação, o qual clama “Aba, Pai”, dando-nos o testemunho de que somos filhos de Deus (Rm 8.15,16);

(c) sermos amados por ele, enquanto ignorados pelo mundo (1Jo 3.1); (d) ter o privilégio de sermos guiados pelo Espírito Santo (Rm 8.14), (e) gozamos do cuidado do Pai (Mt 6.32) e da liberdade de lhe pedir o suprimento das nossas necessidades (Mt 7.11); (f) podemos lhe pedir o Espírito Santo (Lc 11.13) e gozarmos do direito a ter uma herança nos céus (G1 4.7; 1Pd 1.4), e, além de tudo, o salvo é colocando lado a lado com o Filho Unigênito do Pai (Rm 8.17).

 

III - A DOUTRINA DA ADOÇÃO NO PASSADO, PRESENTE E FUTURO

Depois de adotado por Deus, o crente passa a ser filho do Pai Celeste: “Amados, agora somos filhos de Deus…” (1Jo 3.2); como irmão de Jesus (Hb 2.11); e como herdeiro dos céus (Rm 8.17). De igual modo, é libertado do medo (Rm 8.15) e desfruta de segurança e certeza de vida eterna (Gl 4.5,6).

A adoção no passado

A regeneração nos dá a natureza de filho de Deus, já a adoção nos dá a posição de filhos. Em Efésios 1.4,5 está escrito que fomos predestinados por Deus para adoção de filhos, “… antes da fundação do mundo […] e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo […]”; portanto, antes da existência do homem. Isso exclui qualquer mérito humano e somente revela a graça infinita de Deus que é condicional.

A adoção no tempo presente

Há bênçãos desfrutadas já nesta vida, decorrentes da adoção, como:

(a) o nosso nome de família: “chamados filhos de Deus” (1Jo 3.1; Ef 3.14,15);

(b) o testemunho do Espírito Santo em nosso interior, de que somos filhos de Deus (Rm 8.16);

(c) o recebimento do Espírito Santo (Rm 8.15; Lc 11.11-13);)

(d) a disciplina da parte de Deus como seus filhos: “Se estais sem disciplina […] sois então bastardos, e não filhos” (Hb 12.8; 6-11);

(e) a nossa herança celestial, declarada e garantida por Deus (Rm 8.17);

(f) Por meio da adoção, os nossos nomes foram registrados no livro da vida do Cordeiro (Lc 10.20; Fp 4.3; Ap 17.8; 3.5; 13.8; 20.12,15; 21.27).

A adoção no tempo futuro

Paulo traz à mente do povo de Deus, que sua relação com Deus agora em Cristo, é totalmente diferenciada. Não mais escravos, mas filhos. Em Romanos 8.23, vemos que os nossos privilégios quanto à adoção de filhos de Deus têm ainda um lado futuro: “… gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”. Isso se dará na vinda de Jesus para levar a sua Igreja, o que nos mostra que a adoção de filhos se concretizará de maneira plena no futuro com o arrebatamento da Igreja. “Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus […]. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque como é o veremos […]” (1Jo 3.1-3).

 

IV - O QUE NÃO É A ADOÇÃO

 

A adoção não é regeneração

 

A adoção lida com a nossa mudança de posição pois éramos por natureza “filhos da ira” (Ef 2.3) e “filhos do diabo” (1Jo 3.10); nossa posição era de alienação e condenação.

Devido à remoção do pecado e à obra meritória de Cristo nossa posição muda, de modo que agora somos chamados filhos de Deus. O filho adotivo retém a natureza de seus pais biológicos; ele não assume a natureza de pai adotivo. Mas Deus, na regeneração, permite que seus filhos, “nascidos de novo”, se tornem participantes da sua natureza santa e amorosa, como seu Pai celestial (2Pd 1.4). Deus fez o que nenhum pai ou mãe humanos podem fazer quando adotam uma criança que é mudar a personalidade e a natureza da criança que adotaram de modo que sejam semelhantes às deles. Os judeus contemporâneos de Jesus alegaram ser filhos de Deus, porém, suas atitudes não demonstravam essa condição de filhos de Deus; por isso, Jesus chamou-os de “filhos do diabo” (Jo 8.41-44) (BRUNELLI, 2016, p. 369).

Adoção não é justificação

A justificação lida com a nossa mudança de estado pois estávamos por natureza “condenados” e agora somos “livres” pois recebemos o perdão e a reconciliação com Deus. Por isso, a adoção é uma bênção que nos leva da sala do tribunal para o seio da família (2Sm 9.11). Concebe-se a justificação em termos da lei, a adoção, em termos do amor. A justificação vê Deus como juiz, a adoção, como um pai (Rm 8.14, Ef 1.5). As Escrituras deixam claro que uma coisa é ser “julgado justo” (justificação), e outra é ser “colocado entre os filhos de Deus” (adoção). A justificação envolve uma relação judicial; a adoção, uma relação pessoal. O fato de um juiz pronunciar a sentença de “não culpado” não o compromete a levar o acusado para sua casa e conceder-lhe todos privilégios de filho. Uma coisa é Deus nos aceitar como Juiz, outra, aceitar-nos como Pai (BRUNELLI, 2016, p. 369).

A adoção não é santificação

A santificação lida com a nossa mudança de natureza pois éramos por natureza “impuros” e agora somos “santos” (Jo 1.12; Rm 8.17). “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.48).Paulo também disse: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (Ef 5.1). Trata-se simplesmente do filho de Deus ter os sinais característicos; fiel ao seu Pai, ao seu Salvador e a si próprio. A responsabilidade de viver no status de filho, temos que viver como família de Deus. Por isto Jesus afirmou: “Sede perfeitos como perfeito é vosso Pai” (Mt 5.48). Somos convidados a viver este novo estilo de vida: “Como filhos da obediência não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente” (1Pd 1.14). Devemos ter compromisso com o funcionamento da nova família: “Vivei de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Ef 4.1).

Para isso Paulo nos adverte: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados […]” (Ef 5.1,2 ver 1Pd 1.14-16; Mt 5.16). Por isso que Paulo ainda diz: “[…] para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta […]” (Fp 2.14-16). Nesta atitude de honrar e glorificar o Pai é que somos reconhecidos como seus filhos: “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus […]” (1Jo 3.10 ver 1Pd 2.11,12).

 

COCLUSÃO

 

A doutrina da adoção nos mostra que somos filhos de Deus e que um dia fomos aceitos por Ele por causa do seu grande amor. Foi a obra de Cristo na cruz que tornou esse processo de adoção possível. Agora, nos tornamos herdeiros de todas as coisas juntamente com Cristo Jesus.

 

Firmados na doutrina gloriosa da adoção, podemos nos sentir amados e cuidados por Deus, em Cristo Jesus, pois somos objetos do seu inefável amor.

 

Elaboração pelo Pb. Mickel Porto

 

REFERÊNCIAS

 

BRUNELLI, Walter. Teologia para Pentecostais. CPAD

GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. CPAD.

GILBERTO, Antonio, et al. Teologia Sistemática Pentecostal.CPAD.

HOUAISS, Antônio. Dicionário da Língua Portuguesa.OBJETIVA.

STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.

VINE, W.E, et al. Dicionário Vine. CPAD

Escola Dominical Portal EBD - http://www.portalebd.org.br/

IEAD em Pernambuco Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

 

 

 

28 de novembro de 2017

O Processo da Salvação



O Processo da Salvação

TEXTO ÁUREO = "Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espirito não pode entrar no Reino de Deus." (Jo 3.5)

VERDADE PRÁTICA = O processo bíblico de salvação se dá por meio da justificação, regeneração e santificação do ser humano.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Jo 1.12,13: A experiência do Novo Nascimento espiritual
Terça – 2Co 5.17: O Novo Nascimento torna o homem uma nova criação
Quarta – 1Jo 3.1,2:  Quem nasce de novo verá a glória de Deus
Quinta – 1Pe 1.23: Fomos regenerados pela Palavra de Deus
Sexta – Rm 6.11: Novo Nascimento: mortos para o pecado e vivos para Deus
Sábado – Cl 3.9: Despindo-se da prática do pecado

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: João 3.1-7

1 E HAVIA entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
3 Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.

HINOS SUGERIDOS: 15,111,177 da Harpa Cristã
OBJETIVO GERAL

Explicar que o processo da salvação se dá mediante a justificação, regeneração e santificação.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.
I- Mostrara natureza da justificação divina;
II- Explicar o que é a regeneração pelo Espírito Santo;
III- Compreender que somos santificados em Cristo.

INTRODUÇÃO

Deus é o autor da justificação. O homem nada tem que ver com a sua justificação, salvo para recebê-la através da fé que o Espírito Santo o habilita a exercer. A Escritura declara: “É Deus que justifica” (Rom. 8:33). E outra vez lemos: “Sendo justificados livremente pela Sua (de Deus) graça por meio da redenção que está em Cristo Jesus” (Rom. 3:24). De Cristo se pode dizer que nos justifica só no sentido que Ele pagou o preço da redenção.

Justificação é ser olhado por DEUS via JESUS CRISTO e seu sacrifício. Se tirar JESUS aparece a ira e a condenação de DEUS.

"A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor JESUS, e em teu coração creres que DEUS o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo." Romanos 10:9

Assim que funciona. Se eu quero DEUS, ele já providenciou minha salvação, ELE então me fornece a fé para ser salvo. SIMPLES ASSIM.

Arrependimento, Fé e Salvação, mas se retirar a graça de DEUS tudo isso não vale nada.
Não podemos dizer que somos salvos pela fé - está errado - Efésios: 2. 8. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de DEUS; 9. não vem das obras, para que ninguém se glorie. 10. Porque somos feitura sua, criados em CRISTO JESUS para boas obras, as quais DEUS antes preparou para que andássemos nelas. 

JUSTIFICADOS POR DEUS

A NATUREZA DA JUSTIFICAÇÃO. A justificação é um tema muito abordado em sermões e estudos, mas nem todos os crentes têm uma ideia muito clara de o que ela real­mente é. Podemos definir a justificação como um ato judicial de Deus, no qual ele declara, com base na justiça de Jesus Cristo, que todas as reivindicações da lei são satisfeitas com vistas ao pecador. A justificação envolve o perdão de pecados e a restauração do pecador ao favor divino. O pecador justificado recebe o perdão de pecados e tem paz com Deus (Rm 5.1), se­gurança da salvação (Rm 5.1-10) e herança com os que são santificados (At 26.18).

O que está em jogo é a questão de nosso estado diante de Deus em termos de sua lei. Pelo seu pecado, Adão mergulhou a raça hu­mana em culpa. Nós infringimos a lei justa e santa de Deus e somos culpados diante dele. A penalidade é a morte. Paulo deixa isso claro em Romanos 5.12-21, onde ele traça os efei­tos do ato único de desobediência de Adão, mostrando que tal ato resultou na condenação e morte para todos. Em outras palavras, a jus­tificação traz em perspectiva a possibilidade da absolvição da culpa, por sermos declarados justos e então recebermos a vida.

A justificação está claramente associada à expiação. Talvez a demonstração mais clara da conexão entre expiação e justificação seja aquela feita por Paulo em Romanos 4.25. Cristo “…foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação”. Aqui, como sempre, a morte e ressurreição de Cristo são vistas por Paulo em uma unidade ininterrupta. Por esta razão, a morte expiatória de Cristo assegura uma parte de nossa justifica­ção, ou seja, aquela que diz respeito ao perdão, enquanto sua ressurreição obtém para nós o outro elemento, o da justiça. Como morte e ressurreição permanecem juntas como aspectos gêmeos da realização central de Cristo, o mes­mo acontece com a expiação e a justificação. 

A morte na cruz não foi o final para Jesus. Sua morte foi o cumprimento de uma importante etapa de sua obra, que teve continuidade em sua ressurreição, ascensão, sessão à destra do Pai e em sua obra permanente como Profeta, Sacerdote e Rei. Por sua vez, foi a ressurreição que deu significado à morte e lançou luz para os discípulos sobre tudo o que havia ocorrido anteriormente. Foi sua ressurreição que deixou claro para os discípulos e para todos aqueles que o viram pregado na cruz que ele realmente era quem dizia ser: o Messias prometido. Além do mais, a própria ideia da ressurreição exige a morte primeiro, ou isso não é ressurreição. 

Da mesma forma como morte e ressurreição são inseparáveis e mutuamente necessárias, assim também a justificação não pode ocorrer sem a expiação pelos pecados, pois as pessoas não podem ser consideradas justas se elas estão sob a ira de Deus. Por outro lado, a expiação também não pode ser entendida sem seu com­panheiro inseparável, o recebimento da justiça, que nos capacita não apenas a sermos trazidos a um estado de inocência, mas nos faz aptos para entrarmos em comunhão com um Deus justo e santo.

Cristo é a única base da nossa justificação. Em nós mesmos, somos culpados diante de Deus. Todos nós pecamos em Adão. A única solução para o pecado e para a culpa que o acompanha é a morte expiatória de Cristo, realizada em nosso lugar. Somente Cristo, que cumpriu perfeitamente a lei e não come­teu pecado, poderia se apresentar em nosso benefício e realizar a expiação pelos nossos pecados. Ao fazer isso, ele obteve perdão para nós e aplicou sua justiça a nós. Como a expiação não possui nenhuma outra base além de Cristo, o mesmo ocorre com nossa justificação. É por isso que somos justificados somente pela graça, pois é pela justiça de outra pessoa (Jesus Cristo) que somos feitos justos diante de Deus. Isso não é nossa obra própria, mas o dom de Deus, o resultado de tudo o que Cristo fez em favor de seu povo. 

Isso é imerecido, uma obra da bondade e misericórdia de Deus. Como consequência, também somos justificados somente pela fé ou mediante a fé, pois a fé salvadora é o abandono da confiança em nós mesmos e o es­tabelecimento de um compromisso com Jesus Cristo. Ao nos entregarmos a ele estamos con­fessando tanto nossa pecaminosidade quanto apenas a justiça de Cristo, a qual é suficiente para nos capacitar a viver com Deus.

A NECESSIDADE  DE JUSTIFICAÇÃO

a) Por natureza, o homem não apenas é filho do Diabo, mas também um transgressor e criminoso Efé 2:1-3; Tit 3:3; ler depois: Rom 3:23; 5:6-10; Col 1:21. Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher? (Jó 25:4) Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; (Romanos 5:1).

E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, 2 Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. 3 Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. (Efésios 2:1-3).

Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. (Tito 3:3)  

b) A pergunta angustiada sempre foi: "Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?" (Jó 25:4, acima).

- O rogo angustiado sempre foi: "E não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente." (Salmos 143:2).

c) "Na sua Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo apresenta o homem pecador num tribunal, em julgamento por sua própria vida. A acusação é alta traição contra o rei do universo (ler depois: Rom 3:23). O juiz presidindo é o próprio Senhor Jesus Cristo (ler depois: Joã 5:22; Ato 17:31). O júri é composto da Lei de Deus e das obras do homem Rom 2:6,12. Após apropriada deliberação, um justo e imparcial veredicto de "culpado" é pronunciado Rom 3:9-20. Uma terrível sentença é então imposta -- morte espiritual, significando ser separado de Deus, para sempre, sofrendo no Lago de Fogo por toda a eternidade Rom 6:23; Apo 20:11-15.

À luz de tudo isto, pode-se facilmente ver a desesperada necessidade de justificação." 

A IMPOSSIBILIDADE DA  AUTOJUSTIFICAÇÃO. Como poderia um pecador, um ser humano decaído e miserável, sobreviver diante do tribunal de um Deus absolutamente santo e justo?
A justiça inerente do homem é insuficiente para a justificação, considerada como trapos de imundícia (Is 64.6; Fp 3.8,9), sendo necessária uma justiça superior que está fora do homem e que Lhe seja atribuída. A essência da justificação é de que o homem é perdoado com justiça, entretanto, é preciso entender que tal justiça alcançada por Cristo por sua perfeita obediência e o sacrifício de si mesmo, sendo posteriormente atribuída ao crente. 

Essa justificação traz como efeito o perdão, a paz com Deus e a certeza da salvação. As boas obras não são consideradas como causa, mas como consequências da justificação. Antes da justificação, Deus é um juiz irado que mantém a condenação da lei, mas após a justificação inocenta e trata o pecador como filho.

 A parábola do fariseu e do publicano (Lc 18.9-14). Os fariseus observavam os mais rigorosos padrões legalistas com jejuns, orações, esmolas e outros rituais que excediam as leis cerimoniais mosaicas. Jesus apresenta por meio da parábola algo que chocou seus ouvintes: colocar um cobrador de impostos, considerado, traidor pelos judeus, em melhor posição, quanto à justificação, do que um fariseu.

A lição de Jesus é clara: O publicano reconhecia que sua dívida era muito alta e não tinha condições de pagá-la, a única coisa que poderia fazer era rogar pela misericórdia de Deus. Não recorreu a obras que havia realizado, nem ofereceu fazer nada, simplesmente rogou que Deus fizesse por ele o que ele próprio não podia fazer, somente baseado na fé e misericórdia divinas. Por outro lado, o fariseu demonstrou arrogância, confiando que os jejuns realizados, dízimos e outras obras consideradas justas, o tornariam aceito por Deus. Uma cobrança de retribuição. Porém Jesus afirma que dos dois, somente o publicano foi justificado.

REGENERADOS PELO ESPIRITO SANTO

A regeneração é o aspecto da salvação no qual o pecador morto – com todas as suas faculdades da alma em ruína moral, paralisado em relação a Deus e à santidade, totalmente incapaz de agradar a Deus – torna-se filho de Deus, passando a gostar de tudo aquilo que é de Deus.

Portanto, a regeneração pode ser definida como a obra graciosa de Deus na alma humana, através da qual o coração se torna capaz de amar a Deus, a mente se torna capaz de entender o Evangelho de Cristo e a vontade se torna capaz de escolher a Cristo, tanto como Salvador quanto como Senhor. Esta definição está em harmonia com a Declaração de Fé de New Hampshire que diz: “A regeneração consiste em se dar uma inclinação santa à mente; a qual é efetuada de um modo acima da nossa compreensão, pelo poder do Espírito Santo de Deus em conexão com a verdade divina, a fim de assegurar nossa obediência voluntária ao Evangelho e que esta evidência peculiar aparece nos frutos santos do arrependimento, fé e novidade de vida”.

Regeneração não é fazer uma pessoa vir a existir; é o nascimento de alguém que já existe; portanto, um segundo nascimento. Não é fazer novas faculdades ou partes virem a existir. 

O homem pecador tem tantas partes ou faculdades em seu ser quanto o regenerado. Nenhuma parte do homem foi aniquilada na queda, mas todas as partes se tornaram depravadas. A regeneração não se baseia numa não-existência, mas sim numa existência depravada. A alma do homem é dotada de coração, mente e vontade. O homem pecador possui todas as faculdades, porém num estado em ruínas ou depravado. Ele tem uma mente, que pode pensar e entender, mas não gosta de pensar em Deus, nem pode entender as coisas de Deus. Tem um coração, para que possa amar, porém não ama a Deus. Tem uma vontade, a fim de poder escolher, mas não escolhe Cristo como Senhor e Salvador.

A NECESSIDADE DA REGENERAÇÃO

O que escrevemos anteriormente revela porque o novo nascimento é necessário, mas agora vamos ampliar e ilustrar esta verdade.

A depravação da natureza humana faz com que o novo nascimento seja necessário. O nascimento físico não produz qualidade nenhuma que agrade a Deus. “Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus”. Romanos 8:8. Paulo lembra aos judeus que ser descendente carnal de Abraão, não os torna filhos de Deus (Romanos 9:8). O homem possui a corrupção herdada através da natureza caída. Davi não estava refletindo sobre a virtude da sua mãe, porém confessava sua depravação inata, ao exclamar: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51:5). 

Talvez alguém diga: “Sei que faço coisas erradas, mas meu coração é bom”. Deus, porém, dá outro veredicto bem diferente. Cristo ensinou que o coração humano é a própria fonte de tudo quanto é pecaminoso: “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” (Marcos 7:21-23). As afeições humanas são mal colocadas. O homem ama, naturalmente, aquilo que é contrário a Deus. Ele tem que nascer do alto, a fim de amar a Deus. “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido (já tem nascido) de Deus e conhece a Deus” (I João 4:7).

A vontade humana é antagônica a Deus. A vontade de Deus deve ser suprema em cada vida. No entanto, a natureza humana é dominada pela vontade própria. “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho”. Isaías 53:6. Na vida de Cristo, a qual é a única perfeita, a vontade de Deus foi suprema: Ele veio, não fazer Sua própria vontade, mas a vontade do Pai.

Além disto, por natureza, o homem se encontra num estado de escuridão moral, completamente ignorante das coisas de Deus. Ele não pode compreender as coisas do Espírito: “Por lhe parecem loucura; não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. I Coríntios 2:14. Tem que haver nascimento espiritual, antes de poder existir um entendimento espiritual.

O autor, certa vez, ouviu sobre uma menina com um defeito visual desde o nascimento. Os pais não perceberam logo, que ela não podia ver muitos objetos comuns aos outros. A menina já estava quase uma mocinha, quando finalmente a levaram ao oftalmologista. Ele aconselhou os pais, os quais aceitaram que ele a operasse. A menina foi mantida num quarto escuro, por várias semanas, após a cirurgia. Certa noite, clara e fragrante, ela foi sozinha à varanda. Na mesma hora, entrou em casa correndo, cheia de animação; Ei, vamos lá fora! Venham ver o que aconteceu no céu!

Os pais saíram correndo com ela, mas não viram nada, a não ser a glória costumeira das estrelas – coisas que a filha nunca vira antes. Nada havia acontecido com o céu, mas algo acontecera aos olhos dela. Assim também, o homem pecador tem os olhos do entendimento obscurecidos em relação à verdade espiritual que salva. As estrelas da verdade do Evangelho brilham no firmamento da Palavra de Deus, mas o perdido não as vê. “Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto”. II Coríntios 4:3.

CONSEQUÊNCIAS DA REGENERAÇÃO

1. O REGENERADO NÃO CONTINUA VIVENDO EM PECADO

• 1 João 3. 9: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.”

• Não significa dizer que o regenerado não peca. Não é isso que o texto diz. Não há perfeição nessa vida.

• O que João está dizendo é que o regenerado não faz do pecado o seu habitat natural. Não faz do pecado a sua habitação.

• O crente pode cair em pecado, mas não pode andar nele. Por quê?

1º Ele não tem prazer nele. Salmo 1. 1,2 : Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.

• Esse prazer na Lei do Senhor se dá porque Deus muda a natureza (Exemplificar com a natureza da ovelha e do porco);

2º O Espírito Santo o incomoda quando ele peca. Salmo 32. 1-5: Experiência do rei Davi.
- Por tudo isso é impossível o crente viver deliberadamente na prática do pecado. Ele cai em si (Lucas. 15.17, o filho pródigo).


SANTIFICADOS EM CRISTO

Conhecemos a realidade da igreja de Corinto, o quanto era imatura e andava segundo o pensamento dos homens, e Paulo escrevendo  a sua carta, afirma o seguinte: ” …,  aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos,  com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:” (1 Coríntios 1:2, ), afirma também, “o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Coríntios 1:8,).

Precisamos ter claro o entendimento da salvação que opera pela graça de Deus por meio da fé. A salvação é a nossa reconciliação com o Criador, quando por meio da cruz, somos santificados em Cristo Jesus, pela loucura da pregação (1 Co 1:18), e resultante da obra de Cristo na cruz, somos apresentados santos, inculpáveis e irrepreensíveis perante Deus. Isto é obra de Deus, justiça de Deus concretizada na cruz.

Quando somos reconciliados, saímos da condição de homem natural e passamos a ser homens espirituais, nascidos do Espírito, agora para viver em novidade de vida segundo o coração e vontade de Deus. Recebemos na reconciliação a mente de Cristo (1 co 2:16-17) e por sermos espirituais passamos a discernir as coisas espirituais, mas precisamos aprender que este é o processo que Deus deseja que nos empenhemos, na santificação de nossos atos, procedimentos. Precisamos materializar através de nossos membros a realidade espiritual que estamos agora inseridos.

Esta é a jornada que Deus nos chama, santificar o nosso procedimento, correr a carreira rumo ao nosso destino, sermos santos, sermos imitadores de Deus como filhos amados. Este processo é a consolidação, a confirmação da salvação, é o processo de Deus nos conduzindo ao amadurecimento, para não sermos crianças espirituais, mas sim, maduros da fé e vasos úteis ao reino para expressar a Sua vontade entre os homens.

Este processo de santificação não é algo que depende de Deus, mas do nosso compromisso com o Pai e o Seu reino: compromisso individual, assumido perante o Criador, para sermos úteis ao Seu reino, para expressarmos as Suas virtudes, para andarmos segundo o Seu coração em toda a Sua vontade, submetendo-nos a Ele, para que por meio da igreja, revelemos a realidade do reino de Deus. Ele para esta obra de santificação dos atos já fez tudo, já nos concedeu tudo que precisamos (2 Pd 1:3-4), já nos concedeu da Sua natureza. Agora o que precisamos fazer? Rejeitar tudo que procede do pensamento natural, e andarmos segundo a realidade espiritual ao qual fomos inseridos. Esta atitude reflete as palavras de Jesus aos que desejam ser Seus discípulos: negarmos a nós mesmos, tomarmos a cruz e seguí-lo. Tomar a cruz e seguir é em cada situação, em cada momento em que aparentemente temos a opção de fazer a escolha entre o pensamento natural e espiritual, escolhemos o espiritual. Mas precisamos lembrar que quem está em Cristo não tem esta opção, é condição natural andar segundo o pensamento espiritual, segundo a mente de Cristo (1 Co 2:11-14).

Agora se andamos segundo carne, ainda não entendemos quem somos e nem o papel que temos neste mundo. Temos sido imitadores dos irmãos da igreja de Corinto, andando na carne segundo o pensamento natural. Precisamos entender que somos santuários de Deus, somos morada do Espírito Santo e que não podemos contaminar ou misturar as coisas santas com profanas, ou seja, nossos membros tem que expressar a realidade espiritual e santa que estamos inseridos. Qualquer atitude que não seja expressão da realidade santa e espiritual que estamos inseridos representa na realidade um andar contrário ao propósito determinado por Deus para os Seus santos (1 Co 3:16-17).

Esta realidade que fomos inseridos por Deus precisa ser expressa em nossos atos, por isso a salvação sem a expressão nas obras, é uma realidade morta, separada de Deus e que não traduz o plano e nem o querer Dele para as nossas vidas. Não se trata de religiosidade, mas de uma vida que anda com o firme fundamento determinado por Deus em Cristo Jesus. Compreendendo quem somos, que fomos feito filhos, que temos a obrigação natural de revelar a realidade do reino de Deus, o compromisso de cumprir a vontade de Deus na terra como é realizada no céus. Por isso, somos santos? Sim, fomos santificados em Cristo Jesus? Sim, mas temos que expressar esta realidade espiritual no plano material realizando as obras de Deus entre os homens para a glória e louvor do nome do Senhor.

CONCLUSÃO

Como é maravilhoso experimentar a salvação em Cristo Jesus! Todavia, o melhor está por vir. Quando Ele voltar para buscar a sua Igreja, haveremos de experimentar a salvação em toda a sua plenitude. Conforme ensina o apóstolo Paulo, os salvos seremos transformados num abrir e fechar de olhos ante o toque da última trombeta. E, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Aleluia! Você já experimentou a salvação? Aceite a Cristo imediatamente.

Por: Evangelista Isaias Silva de Jesus 

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Bibigrafia

http://ultimato.com.br
http://solascriptura-tt.org
https://caminharnagraca.com
http://palavraprudente.com.br
https://sub-ebd.blogspot.com.br
https://sub-ebd.blogspot.com.br
http://www.apazdosenhor.org.br