20 de setembro de 2017

Sobre a Família e a sua Natureza



SOBRE A FAMÍLIA E A SUA NATUREZA = A FAMÍLIA CRIAÇÃO DE DEUS

TEXTO ÁUREO = “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a” (Gn 1.28).

VERDADE PRATICA = A família é uma instituição divina. Cada um de seus membros deve fazer a sua parte a fim de promover a felicidade, a integridade e o fortalecimento da união familiar; e desempenhar sua missão bíblica para a glória de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLA$SE: GÊNESIS 1.27,28; 2.7,18,22

INTRODUÇÃO

Com esta lição, damos início a uma série de ensinamentos bíblicos acerca das ameaças à integridade e ao bem-estar da família. Trataremos também de conceitos e padrões bíblicos estabelecidos por Deus para a bênção e felicidade de tal instituição. A família, em síntese, como estrutura social, deve identificar-se e relacionar-se intimamente com a igreja. Na tão conhecida e instrutiva passagem sobre a família (Ef 5.28-33; 6.1-4), a Palavra de Deus cita a igreja seis vezes.

CONCEITO E ATRIBUIÇÕES DA FAMÍLIA

1. Conceito. Família é o sistema social básico, instituído no Éden por Deus, para a constituição da sociedade e prossecução da raça humana. Os primeiros capítulos de Gênesis revelam que a família foi a primeira das instituições divinas na terra.

Jesus utilizou-se da família para ilustrar certos atributos, atos, qualidades e dádivas de Deus, como o amor, o perdão, a longanimidade, a paternidade. Vários dos milagres de Jesus estão relacionados à família, suas necessidades, provações, encargos e responsabilidades (Mt 8.5-15;9.18-26;J02.1-11;4.46-54; 11.1-45). 

Isto nos leva a imaginar o grande valor que Deus confere a esta sua primeira e vital instituição humana.

2. Atribuições da família. Dentre as muitas atribuições da família, enumeramos algumas consideradas relevantes:

a. Vida íntima conjugal: Só o casamento justifica e legitima a união sexual marido-mulher. Logo no primeiro capitulo da Bíblia está escrito a respeito do primeiro casal, “Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (v.28). 

E como se dá tal multiplicação? Pela união física do casal, que deve decorrer do amor e do consenso mútuo. No capítulo seguinte está também registrado que, após o casamento, homem e mulher “serão ambos uma carne”.

b. Propagação do gênero humano:  Este foi um dos propósitos Deus quando da instituição da família: a geração de filhos, para o povoamento da terra e a prossecução do gênero humano. Deus conferiu esta faculdade ao casal, o que constitui uma elevada responsabilidade (Gn 1.28).

c) Subsistência: Basicamente, a motivação que está subentendida no desempenho diuturno e peno50 do trabalho e igualmente do exercício das profissões é o sustento, o conforto, o bem-estar; enfim, o atendimento suficiente e sensato das necessidades dos membros da família.

d) Educação. Os filhos são herança r (Si 127.3) e não meros acidentes biológicos na vida do casal. Cada filho que nasce ou que é admitido na família importa em cinco principais responsabilidades para os pais: um corpinho para cuidar (vestuário, saúde, etc.); um estômago para alimentar; uma personalidade para formar; uma mente para educar e uma pessoa completa para ser conduzido a Cristo, seu Salvador e Senhor.

e) Proteção. É responsabilidade dos pais proverem no lar paz, harmonia, sossego, união, proteção e amparo. Ver as lições espirituais de Deuteronômio 22.8.

f) Afeto. As relações afetuosas, fraternas e cordiais iniciam-se na família. É nesse ambiente, propício e acolhedor, que a criança recebe afeto, cuidado amoroso dos pais e irmãos mais velhos, e aprende a praticá-lo.

DEUS INSTITUI A FAMÍLIA

1. 0 homem, o ser racional criado por Deus (Gn 2.7; At 17.26). Havendo Deus formado o homem do pó da terra, colocou-o no Éden, onde viveu por algum tempo, cuidando das responsabilidades que o Senhor lhe confiara (Gn 2.8,15). Seu compromisso: cuidar do jardim, pôr nomes no que Deus havia feito, desde as árvores e todos os animais (Gn 2.20).

2. Não é bom que o homem esteja só (Gn 2.18). Foi esta a primeira vez que Deus observou, no homem, a falta de uma companheira, e logo tomou urna decisão em favor dele. Primeiras providências: tirá-lo da solidão (Gn 2.18), promovendo uma relação ou identidade com outro ser racional (não um outro homem) que completasse sua felicidade; realizar o seu piano de multiplicação da raça humana: “...multiplicai-vos, e enchei a terra...” (Gn 1.28).

3. O homem, distinto das outras criaturas (Gn 1.20,22,26). Deus criou todas as coisas, usando as palavras: “Haja”, “Ajuntem-se” e “Produza” (Gn 1.3,7,9,11); mas, para fazer o homem, o Senhor disse: “Façamos o homem...” (Gn 1.26,27). 

Observem que as duas pessoas, as quais compõem a primeira família, foram criadas e estabelecidas por Deus, enquanto que as demais coisas foram feitas mediante apalavra expressa pelo Criador. 

Isto nos mostra que, para a família, Deus tem um plano diferente das outras coisas criadas por Ele, tanto nesta vida como na futura.

BONS EXEMPLOS DE FAMÍLIA

Da Bíblia podemos extrair bons exemplos de famílias, que devem ser imitados:

1. Noé. Mesmo idoso, com filhos adultos, Noé ainda liderava sua família e tinha dela o respeito e a submissão sem qualquer dificuldade. Seus filhos deixaram suas atividades e atenderam o chamado do pai (Gn 7.1-7; Hb 11.7). Como se vê, eles eram casados, cada um com sua vida doméstica independente, ainda assim, não se recusaram a aceitar os conselhos do pai. O resultado é que esta obediência redundou na benção pessoal da preservação da vida de cada um deles e, mais do que isso, foram instrumentos exclusivos de Deus na preservação da espécie humana. Outrossim, Deus os abençoou na companhia de seu pai (Gn 9.1).

2. Josué. Em seu último ato público, Josué, como chefe de família temente a Deus, lançou ao povo um desafio: “Escolhei hoje a quem sirvais” (Js 24.15). Ele já havia feito sua escolha, por si e por sua família. Certamente assim procedeu Josué pela fé no Senhor, pois era homem de fé como se vê em Hebreus 11.30. A afirmação pública de Josué autentica sua convicção de que, deixando este mundo, sua família sobreviveria estruturada nos princípios decorrentes dos valores que ele lhes havia passado durante toda a sua vida.

3. Filipe. Nas suas incessantes lides em prol da causa do Mestre, Paulo não iria se hospedar com pessoas cujas vidas não demonstrassem um elevado quilate e maturidade espiritual condizente (At 2 1.8,9). O relato de Atos espelha a boa estrutura espiritual existente na família de Filipe, resultante de um investimento espiritual demorado e contínuo. A princípio, como diácono da igreja em Jerusalém (At 6.5), e mais tarde, como evangelista (At 8.4-40). Filipe, apesar de sua intensa atividade ministerial, não se descuidou do exercício sacerdotal no lar. Por isso, teve a grande satisfação de contemplar suas quatro filhas servindo a Deus, sendo portadoras de dons espirituais.

O OBJETIVO DE DEUS, AO CRIAR A FAMÍLIA

1. A procriação (Gn 1.28; Sl 127.3). Por isso, Deus criou “macho e fêmea”. Adão tinha liberdade de comunicar-se verbal, social e fisicamente com sua esposa. A união, portanto, entre marido e mulher foi estabelecida por Deus, para a multiplicação da raça humana. A vida íntima entre os dois deve ser mantida, pois é uma coisa pura e nobre conservar o “leito sem mácula” (Hb 13.4). Sem discussão, sem rivalidade

2. Toda família a seu serviço. Deus quer toda família servindo a Ele e à sua obra (Êx 10.9; Ef 3.15). O Diabo luta para separá-la, mas Deus sempre deseja ajuntá-la. Vivamos, pois, juntos na igreja, na oração, nos cultos, no lar, na escola dominical. Sempre juntos! A família é composta de pai, mãe e filhos. Jamais confundamos a família com grupos de pessoas, ou família no sentido de uma raça. As vezes, o termo família, na Bíblia, significa o que se abriga debaixo de nosso teto (Ex 12.4).

Em outras ocasiões, refere-se a Israel (Is 5.7). Deus ordenou que Noé e seus familiares entrassem na arca (Gn 7.1,7). O carcereiro de Filipos foi batizado com toda a sua casa (At 16.33).

DESAFIOS DA FAMILIA

Um dos maiores desafios da família é preservar a si mesma como principal instituição da sociedade em todos os seus aspectos, pois o processo de modernização trouxe consigo mudanças econômicas, sociais, culturais e psicológicas afetando o conceito e o desenvolvimento familiar. O sistema educacional, a mídia e a promulgação de leis têm trazido desafios à família: a facilidade ao divórcio, o homossexualismo, o aborto, e as drogas são situações que exigem um posicionamento firme da igreja.

Entre tantos desafios vamos destacar apenas três que cercam a família: a) a promiscuidade, como resultado da revolução sexual: o apóstolo Paulo na sua carta aos romanos no capítulo 1.18- 27 relata a promiscuidade existente em sua época e que levou a sociedade a atitudes contrárias ao conceito familiar cristão, tanto  no trato,  quanto nos relacionamentos, desenvolvendo atitudes libertinas de desvio sexual ; tanto dos homens quanto das mulheres. Nos dias atuais assim como na época de Paulo, a promiscuidade se apresenta de forma marcante e explicita, usando os meios de comunicação de massa (rádio, televisão, internet, revistas, outdoors, celulares etc). 

O desafio familiar é dizer não a esta corrupção através dos ensinamentos de Cristo no seio da família, (Mt 5.14-16); b) educação dos filhos: algumas famílias têm transferido para a escola e para a igreja a responsabilidade da educação dos filhos. Estas instituições contribuem com a formação deles sem prescindir da participação da família. Os pais devem assumir os seus papéis de educadores do lar, pois a educação transmitida por eles é de primordial importância para formação do caráter de seus filhos (Gn 18.19; Pv 1.8, 9; Ef 6.4). 

Em meio ao ativismo da vida pós-moderna, os pais precisam reservar tempo para estarem com seus filhos; c) a promulgação de leis que contrariam a estrutura da família: leis aprovadas e outras que estão em estudo têm em seu conjunto mudado a forma de organização da família.

Leis quanto ao divórcio, quanto à união estável, pesquisas e especulações quanto à legalização do casamento e constituição de família pelos homossexuais, têm tido por parte de alguns políticos, sociólogos e psicólogos o apoio mediante fóruns e debates que a cada dia avançam para gerar novos conceitos de família (lTm 4.1-5). Precisamos fazer valer na sociedade a lei maior estabelecida pela Palavra de Deus, quanto a essas mudanças que ocorrem na sociedade, pois elas não têm a aprovação de Deus (Ef 5.1-21).

A MARCA DO PECADO NO INICIO DA HUMANIDADE

A sociedade tem o seu referencial no seio familiar. Desde o princípio, Deus ordenou ao primeiro casal, Adão e Eva, que se multiplicassem e que povoassem a terra, o que demonstra o desígnio de Deus de tornar o mundo plenamente habitado (Gn 1.28a). Sendo assim, um casal constitui uma família, gera filhos e filhas e constrói um grupo social que somado com outras famílias, que partiram deste mesmo princípio, dão forma a sociedade. O que encontramos a partir de Gênesis é que o propósito primário descrito por Deus tem o seu desfecho marcado com a mancha do pecado, devido à transgressão humana pelos primeiros pais (Gn 3). A sociedade desde sua formação carrega em si a mancha do pecado (Rm 3.23; 5.12).

OS ATAQUES CONTRA A FAMÍLIA

 1. O primeiro ataque da serpente à instituição familiar. No Éden, o Diabo atacou frontalmente o casamento e a família. Por causa do pecado, o primeiro casal foi expulso do jardim (Gn 3.23,24), gerando uma série de males entre os quais o assassinato de Abel (Gn 4.2-8). O pecado transtornou, profanou e perverteu o ser humano (Rm 7.8-24).

2. Ataques à família. Ao longo dos tempos, o inimigo vem atacando continuamente à família de diversas maneiras:

a) Infidelidade conjugal. A vontade de Deus é que os cônjuges se amem mutuamente (Ef 5.25; Tt 2.4). Temos de fugir da infidelidade (I Co 6.18a). O começo pode ser um olhar, uma conversa, levando em seguida à consumação do pecado. Para evitar a infidelidade conjugal, os cônjuges podem adotar medidas simples, mas eficazes, sempre com a graça de Deus:

•   Buscar a Deus em oração. Orando juntos, diária e constantemente, o casal fortalece os laços espirituais e conjugais (Mt 26.41);

 •   Ler a Bíblia diariamente. É indispensável ao casal ler a Bíblia todos os dias. Alguns dizem que não há tempo, mas a verdade inconteste é que “há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ec 3.1);

 •   O esposo deve dar prioridade à sua esposa. Volte a cultivar o carinho, o afeto, e a expressão do amor conjugal para com a mulher de sua mocidade (Ef 5.25-28).
  
•   A esposa deve dar prioridade a seu esposo (Ef 5.33). A mulher cristã, com prudência e amor, torna-se um esteio contra a infidelidade conjugal. Buscando a sabedoria divina, ela haverá de preencher as necessidades emocionais e afetivas de seu cônjuge.

b) A ausência de Deus no lar. Nada pode preencher a falta de Deus no lar, a não ser o próprio Deus. A ausência de Deus no lar é a causa de alguns problemas que afetam o casamento e a família como um todo. Como vencer esse terrível inimigo?

•   Cada membro da família, a partir do casal, deve tomar a decisão de servirão Senhor, sem nunca descuidar-se do culto doméstico.
Faça como Josué: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). Além disso, freqüente a igreja juntamente com o seu cônjuge e filhos.

 •   Levar a família a valorizar a igreja local (Sl 122.1; 27.4; 84.10; Ec 5.1). É importante que os pais dêem exemplo aos filhos, não apenas mandando-os para a igreja, mas indo com eles à casa do Senhor. Incentive-os a tomar parte nas atividades da igreja local.

FORTALECENDO A FAMILIA CONTRA OS ATAQUES DO MAL

 1. Os ataques modernos à família e como vencê-los. Conforme já dissemos, são muitos os ataques à família nos dias atuais.

a) A inversão de valores. A família está sendo destruída por novelas iníquas, escritas e produzidas por pessoas distanciadas dos valores legitimamente cristãos, e pelas publicações que zombam da Palavra de Deus (Is 5.20).

b) A tecnologia como instrumento do mal. A televisão e a internet, por exemplo, vêm sendo traiçoeiramente usados pelo Diabo para contaminar preciosas vidas. A Igreja do Senhor Jesus precisa, no poder do Espírito Santo, reagir contra o uso inadequado e pecaminoso desses meios de comunicação em massa. Se não reagirmos, a família cristã sofrerá pesadas conseqüências.

2. É necessário tomar posição. Josué afirmou: “... porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24.15). A maior parte dos ataques contra a família tem sucesso, porque os responsáveis pelos lares cristãos não tomam diante de Deus, uma posição firme e corajosa contra essa perversa inversão de valores (Ef 6.4b; Dt 22.8).

3. É necessário temer a Deus e andar nos seus caminhos. “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos!” (Sl 128.1). As promessas de que trata o salmo são bênçãos extraordinárias sobre a família, incluindo o líder, a esposa, os filhos e os filhos destes conforme promete Deus. Mas há um preço a pagar: Deus exige santidade no lar de quem lhe professa o nome (Hb 12.14; I Pe 1.15).

4. É necessário edificar a casa sobre a Rocha (Mt 7.24; Sl 127.1). Edificar a casa “sobre a rocha” é edificar o casamento, o lar e a família, sobre Cristo Jesus, que é a “a pedra”, ou a rocha dos séculos (Mt 21.42; Lc 20.17; I Pe 2.7). Muitos crentes edificam sua casa sobre a areia (Mt 7.27), e amargam as conseqüências. Como está você construindo o seu lar?

CONCLUSÃO

A Bíblia é clara quando afirma que sem Cristo nada podemos fazer (Jo 15.15). Isto também é verdade no relacionamento familiar. O Senhor, sendo o centro do lar em tudo, concederá a sua bênção no sentido de que cada membro da família dê sua contribuição para que o relacionamento cristão ideal seja uma realidade no lar, a fim de honrar o nome do Senhor. A Palavra de Deus é um guia para tudo na nossa vida. É dela que vamos extrair o padrão de comportamento que cada membro da família deve ter, a partir da mais tenra infância. Procedendo assim, a vida de cada um de nós se aproximará bastante do ideal estabelecido por Deus.

A família é o principio norteador da sociedade a igreja opera pelo equilíbrio espiritual sendo fonte para a família e referencial para a sociedade. Entendemos que a comunidade cristã tem tarefas que ultrapassam as fronteiras das famílias que a compõem. Por isso estas famílias são chamadas a vivenciar sua vocação cristã e influenciar a sociedade. A família está sendo desafiada nos dias atuais para ser igreja e viver as funções básicas da vida comunitária entre si, crescer espiritualmente, ou ouvir a palavra bíblica orar e cantar, bem como apoiar-se, ajudar-se, aconselhar-se e com isso alcançar o crescimento que é proposto pelo exercício da fé em amor no meio a uma geração corrompida.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus

BIBLIOGRAFIA

LIÇÕES BIBLICAS CPAD 1993
LIÇÕES BIBLICAS CPAD 2004
LIÇÕES BIBLICAS CPAD 2007
LIÇÕERS BIBLICAS BETEL 2010
(BENTHO, E. C. A família no Antigo Testamento: história e sociologia. RJ: CPAD, 2006, p.24-5.)


A PRIMEIRA FAMILIA DA TERRA

TEXTO ÁUREO = “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a” (Gn 1.28).

VERDADE PRATICA = A família foi constituída por Deus como elo de ligação entre a criatura e o Criador.

TEXTO BIBLICO = Gn 2.18-25; 1.27,28

INTRODUÇÃO

A primeira família da terra, logo no início da vida, sofreu as primei.. ras investidas de Satanás. Pela bondade de Deus experimentou também a paz e a alegria.

Sendo tentados, desobedeceram a Deus, pecaram e ficaram sujeitos a tristezas, sofrimentos e morte.

A despeito da desobediência de Adão e Eva, Deus não mudou o seu plano quanto à instituição da família, por ser o meio lícito e puro para perpetuar a raça humana. Antes, portanto, de expulsar o primeiro casal do Eden, Deus deu-lhe o sinal de sua graça e a promessa de redenção (Gn 3.21).

1. ADÃO E EVA, CRIADOS POR DEUS

A primeira família da terra foi constituída de um homem e uma mulher, criados diretamente por Deus. Lucas, ao encerrar a genealogia de Jesus, contida no Evangelho que tem o seu nome, identifica o Senhor Jesus com toda a raça humana, dizendo: “Cainã filho de Enos, Enos filho de Sete, e este filho de Adão, filho de Deus” (Lc 3.38, ARA).

1. O primeiro homem criado por Deus. A criação do homem é ato imediato da sabedoria e do poder de Deus, e também a obra mais sublime de todos os seres criados.

Deus disse: “Haja luz”, “haja uma expansão no meio das águas”, “Produza a terra erva verde que dê semente”, e assim por diante. Mas, na criação do homem, aconteceu diferente; como convocando a trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1.26).

2. Eva, a primeira mulher, foi tirada de Adão. Deus, na sua sabedoria, não fez a mulher do pó da terra, mas tirou-a de Adão. Na Bíblia lemos: “Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu: e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.

E disse Adão: Esta é agora ossos dos meus ossos, e carne da minha carne (Gn 2.21-23). Era assim, cio mesmo sangue e da mesma carne de Adão. Podiam, portanto, se amar profundamente e viver na mais perfeita intimidade, em condições de servirem de modelo para todos os casais, em todas as épocas.

3. A mulher dada como auxiliadora. Disse mais o Senhor Deus: “Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2.18).

Nota-se que Adão tinha a companhia dos animais, e até lhes deu nomes. Mesmo assim ele se sentia solitário porque nessa associação não havia igualdade e entendimento, pois nenhum dos animais criados podia nivelar-se ao homem. Adão precisava de alguém de sua própria espécie para servir-lhe de companhia e propiciar-lhe condições para o estabelecimento de diálogo, troca de idéias, permanente comunicação e perfeita comunhão, tanto no amor como nas realizações.

Para tanto, era necessário que essa companheira fosse também possuída de grandes virtudes. Foi o que Deus fez, deu a Adão..uma valorosa mulher — Eva.

a. Em relação à casa. A mulher cristã, que tem sua vida moldada na Palavra de Deus, não é, na realidade, uma mulher qualquer, mas alguém que possui as melhores qualificações e virtudes. Ela prima pelo rigoroso asseio de sua casa e procura mantê-la em boa ordem. Trata a todos, de modo atencioso e cordial, deixando aos visitantes as belas impressões de seu zelo e cuidado.
A esposa crente faz do seu lar um lugar agradável e feliz.

b. Em relação aos filhos. A mulher virtuosa não deixa de ser, concomitantemente, uma boa ma., Não só cuida da educação dos filhos infundindo neles boas maneiras, auxiliando, com isto, ao marido, como também dá-lhes assistência, seja zelando pelo seu vestuário, seja cuidando de sua higiene corporal ou orientando-os moral, social à espiritualmente.

II. ADÃO E EVA, O PRIMEIRO CASAL

1. O primeiro casamento foi feito por Deus (Gn 2.21-23). Deus fez Eva para ser companheira de Adão, antes da entrada do pecado no mundo. Assim, podemos crer que foi Deus mesmo quem deu ao homem e à mulher o relacionamento e a liberdade conjugais necessários, com base em princípios santos e puros, como parte do Seu propósito para com eles. Ao trazer a mulher a Adão, Deus estabeleceu as normas para o casamento. O Senhor Jesus ratificou este conceito quando, falando do casamento, disse: “O que Deus ajuntou, não o separe o homem” (Mt 19.6).

2. Deus fez uma mulher para um homem. Adão ficou preso a uma pessoa. Se ele a deixasse, não teria outra com quem casar-se, o que revela o seguinte:

a) o casamento não é para ser desfeito;
b) a bigamia e a poligamia não têm base nos princípios divinos.

O fato de haver Deus trazido a Adão uma só mulher ensina-nos uma lição de amor, respeito, união e companheirismo. E neste sentido que Paulo se refere ao casamento, dizendo: “Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne” (Ef 5.31).

3. Deus proveu alimento para a primeira família (Gn 1.29). Na segunda parte do sexto dia, Deus criou o homem e logo proveu-lhe do necessário para a sua alimentação. Em Gênesis 1.29, lemos: “E disse Deus: eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente, que está sobre a face de toda a terra, e toda a árvore em que há fruto de árvore que dá semente, ser-vos-á para mantimento”. A provisão de Deus, para com a primeira família, revela o seu cuidado para com as demais famílias, em todos os tempos, como está escrito: “porque ele disse: não te deixarei, nem te desampararei” (Hb 13.5). Leia mais Mt 6.25-34.

4. Deus determinou o trabalho para o homem (Gn 2.8,15). Com base em Gênesis 3.17, alguns julgam que só depois de pecar, o homem ficou obrigado a trabalhar. Ao contrário, Deus determinou o trabalho para o homem antes da queda. E o que aprendemos de Gênesis 2.8,15. O trabalho tanto é indispensável para a manutenção da família como também contribui para o viver condigno e, conseqüentemente, para a paz, a harmonia e conforto da mesma.
Toda a Bíblia faz referência ao trabalho considerando-o uma das maiores virtudes da vida. ,Jesus fez uma significativa menção ao trabalho, ao dizer: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17). 

III. A PROSPERIDADE DA PRIMEIRA FAMILIA

1. O significado do nome Eva. “E chamou Adão o nome de sua mulher, Eva; porquanto ela era a mãe de todos os viventes” (Gn 3.20).

No texto de nossa lição, lemos que Deus abençoou o homem e sua mulher, e disse: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28). Isto concorda com a palavra de Paulo, no areópago de Atenas. “De um só fez (Deus) toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra” (At 17.26).

Nestes trechos bíblicos, temos base para crer que toda a raça humana procede de Adão e Eva, constituídos por Deus como a primeira família da terra. E mais seguro e mais fácil crer na infalível Palavra de Deus, em suas afirmações expressas e prováveis, do que crer na teoria da evolução que tem muito mais de ilógico que de biológico.

2. Adão teve filhos e filhas (Gn 5.4). Admitindo-se que Adão e Eva foram criados adultos, Caim deveria ter 129 anos quando matou Abel, porque Sete nasceu logo depois, quando Adão tinha 130 anos (Gn 5.3),

Provavelmente Adão teve outros filhos, cujos nomes não são mencionados. Diz uma tradição que ele teve 23 filhos e 27 filhas. Em Gênesis 4.14, Caim expressa forte receio de ser morto, dizendo: E será que todo aquele que me achar me matará. A quem Caim poderia temer se ele e Abel fossem os únicos filhos de Adão?

3. A numerosa família de Adão. Adão viveu 930 anos (Gn 5.5). Ao morrer, entre filhos, netos, bisnetos e outros descendentes, já possuía família numerosíssima, em cumprimento à ordem divina  multiplicai-vos, e enchei a terra.

IV. EXPERIÊNCIAS DA PRIMEIRA FAMÍLIA

Desde que o pecado entrou no mundo através de Adão e Eva, a vida tornou-se tal como a conhecemos hoje — começa com choro e termina com gemidos. Só a graça de Deus pode amenizar os sofrimentos causados pelo pecado e reconduzir o homem à felicidade perdida (Rm 6.20-23).

1. A alegria do primeiro casal (Gn 4.1,2). Os filhos são motivo de alegria e esperança. É plano de Deus que o casal tenha filhos. Adão e Eva estavam em um mundo desabitado. Tiveram grande alegria com o nascimento de Caim e Abel. Certamente nasceram também outros filhos e filhas e estava começando o povoamento do planeta terra. Mesmo fora do paraíso, obtendo seu pão com o suor do seu rosto (Gn 3.17- 19), o primeiro casal deleitava-se com a presença dos preciosos filhos.

Apesar de, numa família, cada cônjuge fazer companhia ao outro, é fato notório que a falta de filhos a um casal pode gerar solidão e, conforme o caso, dificuldades e apreensões.

2. O combate de Satanás à família. Por ser a família instituída por Deus com o propósito de encher a terra de seres inteligentes e ordeiros, capazes de exercer domínio sobre toda a criação e de ter comunhão com Deus, e por ser o elemento básico da fraternidade e da moral, logo cedo tornou-se alvo do combate de Satanás. Caim e sua linhagem foram os elementos que Satanás usou para, de modo estratégico, contrariar o plano de Deus.

3. A amargura do primeiro casal. Foi mui amarga a experiência de Adão e Eva, ao contemplarem o que nunca tinha sido visto na terra: uma pessoa morta. Era tão difícil entender, como tão difícil era suportar um filho assassino e um filho assassinado!

4. A primeira família e o culto a Deus (Gn 4.25,26). A aproximação de Deus é o meio mais seguro para afastar a ação destruidora de Satanás. Por outro lado, à medida que permanecemos distanciados de Deus, aumentam os insucessos e as aflições. As maiores tragédias podem vir à família por causa do descuido em buscar a Deus e adorá-lo.
LIÇÕES BIBLICAS CPAD 1987


O PLANO DIVINO PARA A FAMÍLIA

TEXTO ÁUREO = Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (da 24.15).

VERDADE PRÁTICA = A família que adora a Deus é base segura para a vida moral e espiritual do mundo.

TEXTO BIBLICO = 1 Sm 1.19-28

INTRODUÇÃO

Cerca de 474 vezes, na Bíblia, é mencionada a família, quase sempre relacionada como chefe da mesma, por exemplo: a família de Rúben, a família de Elimeleque, etc. Além destes destaques, em muitas outras ocasiões ocorrem referências à família designada por casa ou geração — a casa de José (Gn 50.8), a geração de Terá (Gn 11.27).

I. A IMPORTÂNCIA DA FAMILIA NO PLANO DE DEUS

1. Definição de família. O que é a família? A família não é um grupo de pessoas rivais, alheias aos interesses umas das outras. Em termo de unidade, é o conjunto de todas as pessoas presentes, que vivem sob o mesmo teto, sob a proteção ou dependência do dono e casa ou chefe da família, que vivem na intimidade do lar, que se comunicam, que se amam e se ajudam reciprocamente.

2. A fecundidade é bênção de Deus (Sl 105.24). Na prática, em nossos dias, a maioria das criaturas humanas discorda desta afirmativa e de tantos outros preceitos expressos por Deus.
A luz da Bíblia, os filhos são considerados bênçãos de Deus à família. Leia Gênesis 1.28; 9.1; 17.6; 22.17. Por outro lado, a esterilidade, nos tempos bíblicos, era motivo de tristeza. Ana se sentia infeliz por ser estéril e buscava em Deus a solução do problema (1 Sm 1.10). Raquel era estéril e, em desespero, clamou a Jacó, seu marido: “Dá-me filhos, senão morrerei” (Gn 29.31). A mais disto, a bênção de Deus “faz com que a mulher estéril habite em família, e seja alegre mãe de filhos” (Si 113.9). Os conceitos humanos sobre a procriação têm mudado, mas nós nos firmamos no que diz a Palavra de Deus, que permanece para sempre (Mt 24.35).

3. Os filhos são herança do Senhor (Sl 127.3a). Os filhos são dados por Deus. Os pais devem esperá-los na expectativa de conforto, e não de cruzes; de bênçãos, e não de peso. Satanás tem ganho terreno na guerra contra a família. A ingratidão e rebelião dos filhos têm resultado na desafeição dos pais, a ponto de tentarem evitar filhos por meios à saúde, ou mesmo criminosos, o aborto e outros. Os crentes em Cristo, ao contrário, devem ter consciência de que os filhos não só lhes pertencem, mas são também filhos de Deus.

II. CONSTITUIÇÃO DA FAMILIA COM A BÊNÇÃO DE DEUS

A constituição da família não deve ocorrer por mera volúpia e, sim, por sincero respeito ao que Deus instituiu, valendo como fruto da oração, da fé e de um sagrado propósito para com Deus.

1. A importância da adoração a Deus (1 Sm 1.19). Merece atenção este detalhe: “Levantaram-se de madrugada, e adoraram perante o Senhor”. Feliz a família que tem hora apropriada para adorar a Deus. A adoração a Deus é importante:

a. Como fator de progresso e vitória. Elcana e Ana tinham pela frente uma longa jornada, mas antes de iniciá-la foram à presença de Deus. Nenhuma ocupação deve ser considerada tão importante, a ponto de privar-nos da oportunidade para o culto a Deus.

b. Como base da vida moral. Se não houvesse famílias tementes a Deus, a humanidade já não existiria. Já teria sido varrida da face da terra pelas desastrosas conseqüências da imoralidade. A prova disto são as terríveis moléstias que são contraídas como decorrência dos desregramentos e atos imorais praticados pelos homens.

2. A oração da família altera’‘as circunstâncias (v. 20). Render-se diante dos problemas é tão mal quanto murmurar ou praguejar. A aproximação decidida de Deus é o caminho certo para a solução dos problemas familiares, e até mesmo dos mais cruciantes.

3. Toda a família na casa de Deus. O v. 21 registra: “Subiu aquele homem, Elcana, com toda a sua casa, a sacrificar ao Senhor o sacrifício anual e a cumprir o seu voto”. Compare Ec 5.4. Deus tem planejado a salvação para toda a família. A promessa de Deus é: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (At 16.31).

III. A FAMILIA E A CONTINUAÇÃO DA OBRA DE DEUS

O plano de Deus para a família, como coisa divina, tem relação com grandes benefícios dirigidos a uma nação ou ao mundo inteiro, durante as gerações e a eternidade.

1. O nascimento do filho desejado (1 Sm 1.19,20). O nome Samuel significa “Ouvir de Deus, ou Nome de Deus”. Para Ana, o nome do seu primogênito recordava a gratidão que se tornara uma dívida sua para com Deus, por toda a sua vida. Disto aprendemos que as misericórdias com que Deus responde as nossas orações são para recordarmos com peculiar agradecimento. Nada há mais importante do que a vida. Cada filho que Deus nos dá é uma vida pela qual devemos agradecer ao Criador, na esperança de que viva eternamente.

2. O cumprimento de um voto (vv. 27,28). Samuel foi entregue ao Senhor por sua própria mãe que tanto o desejara. Ana disse a Eli: “por este menino orava eu; e o Senhor me concedeu a minha petição, que eu lhe tinha pedido. Pelo que também ao Senhor eu o entreguei, por todos os dias que viver”. Esta concepção corresponde corretamente ao propósito de Deus quanto aos filhos. Eles vêm de Deus e para Deus devem ser criados, tendo uma vida dedicada ao Seu trabalho até que sejam a Ele devolvidos, para servir-lhe no gozo da vida eterna!

3. A entrada solene de Samuel no serviço do santuário (vv. 24,28). Provavelmente, Samuel tinha três anos de idade quando foi trazido à casa de Deus. Observemos como foi a criança apresentada no templo: 

a) com sacrifício, indicando que a genuína devoção a Deus exige sacrifício (Lc 9.23,24);
b) com profundo agradecimento, pela bondade de Deus em responder a sua oração. Isto Ana demonstrou a Eli, que a encorajara a esperar a resposta de paz, (1 Sm 1.17);
c) com total renúncia a todos os seus interesses na criança perante Deus. Leia Salmo 103.1,2.

4. Aspectos do plano divino para a família. Deus honra a nossa fé e o nosso ardente desejo de ver nossos filhos dedicados à Sua obra. Consideremos o seguinte: 

a) deve ser do nosso reconhecimento que os filhos são rebentos dedicados a Deus, porque dele os recebemos. Também recordemo-nos de que estes pertencem ao Senhor por direito soberano, embora permaneçam co- fosco, para nossa alegria;

b) os filhos que entregamos a Deus podem ser considerados como a Ele emprestados. A isto Deus retribuirá com abundantes bênçãos. A mais disto, o êxito dos nossos filhos ao permanecerem firmes na fé e trilharem junto conosco os retos caminhos do Senhor, é sobremodo gratificante;

c) os filhos educados nos caminhos do Senhor podem aprender a adorar a Deus desde a infância, pois lemos: “Samuel ministrava perante o Senhor, sendo ainda mancebo” (1 Sm 2.18). Veja Pv 22.6;

d) o ambiente da família é o mais apropriado para a adoração a Deus.

LIÇÕES BIBLICAS CPAD 1987

13 de setembro de 2017

O MUNDO VINDOURO



O MUNDO VINDOURO

A Bíblia ensina que os crentes irão para o céu ao morrer. É também claramente ensinado nas Escrituras que eles estarão felizes durante o estado intermediário entre morte e ressurreição aguardando a regeneração completa. Mas sua felicidade é provisória e incompleta. Para que sua felicidade seja completa eles aguardam a ressurreição do corpo e a nova terra que Deus criará com culminação de sua obra redentora estando no estado eterno com Cristo Jesus.

A nova terra conforme ensinada pelas Escrituras é uma doutrina importante. Ela é importante, esperança na vida eterna prometida que esta  por vir. Dela depende toda nossa espressão de que os crentes glorificados passarão a eternidade em algum céu, em algum lugar no espaço, bem longe da terra.  Mas será que tal concepção faz jus à Escatologia bíblica? Será que deveremos passar a eternidade em algum lugar no espaço, trajando vestes brancas, tocando harpas, cantando hinos e pulando de nuvem em nuvem enquanto fazemos isso? Pelo contrário, a Bíblia nos assegura que Deus criará uma nova terra na qual viveremos para seu louvor em corpos ressurrectos e glorificados. Nessa nova terra, portanto, é que esperamos passar a eternidade, desfrutando de suas belezas, explorando seus recursos e utilizando seus tesouros para a glória de Deus. Uma vez que Deus fará nova terra seu lugar de habitação, e uma vez que o céu é onde Deus habita, estaremos então continuando no céu enquanto estivermos na nova terra. Pois os céus e a terra não mais serão separados como o são agora, mas serão um (veja Apocalipse 21.1-3). Mas deixar a nova terra fora de nossas considerações, ao pensarmos no estado final dos crentes, é empobrecer em muito o ensino bíblico acerca da vida por vir.

            Tendo a compeensão dos bens futuro fica notória a preocupação com nossa vida terrena e a fita futura. A doutrina da nova terra é importante para uma compreensão adequada da plenitude das dimensões do programa redentor de Deus. No princípio, assim lemos em gênesis, criou Deus os céus e a terra. Por causa da queda do homem no pecado foi pronunciada uma maldição sobre esta criação. Deus, então, envia seu Filho a este mundo para redimir essa criação dos resultados do pecado. A obra de Cristo, portanto, não é apenas salvar certos indivíduos, nem mesmo salvar uma incontável multidão de pessoas compradas por sangue. A obra total de Cristo não é nada menos do que redimir toda esta criação dos efeitos do pecado. Este propósito não será realizado até que Deus tenha instaurado a nova terra, até que o Paraíso Perdido tenha-se tornado o Paraíso Recuperado. 

A biblia sagrada em sua revelação profética, pois toda a palavra de Deus é profética, razão pela qual este assunto é importante é sua necessidade para a compreensão adequada das profecias do Antigo Testamento.  Estas profecias nos dizem que, em algum tempo no futuro, a terra se tornará muito mais produtiva do que agora, que o deserto florescerá como a rosa, que o lavrador ultrapassará o ceifeiro, e que as montanhas destilará doces vinhos. 

Elas nos dizem que não mais será ouvido o som do choro sobre aquela terra, e que os dias do povo de Deus serão então semelhantes aos dias de uma árvore. Elas nos dizem que naquela terra o lobo e o cordeiro comerão juntos e que ninguém ferirá ou destruirá algo em todo santo monte de Deus, pois a terra estará cheia do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar.

Portanto, uma compreensão adequada da doutrina da nova terra providenciará uma resposta a declarações dispensacionalistas tais como estas recém-citadas. Também proverá uma resposta à seguinte declaração de outro dispensacionalista: “Se as profecias do Antigo Testamento concernentes às promessas de um futuro feitas a Abraão e a Davi devem ser cumpridas literalmente, então tende haver um período futuro, o milênio, no qual elas possam ser cumpridas, pois a igreja não as está cumprindo agora em nenhum sentido literal. Em outras palavras, o quadro literal das profecias do Antigo Testamento requer um cumprimento futuro, ou um cumprimento não-literal. Se elas devem ser cumpridas no futuro, o único tempo possível para este cumprimento é o milênio” .

O milênio sinaliza nas escrituras como um período de muitas mudanças em todas as esferas conhecidas pelo homem, material e social, num período de paz e prosperidade. Contudo haverá um cumprimento futuro dessas profecias, não no milênio, mas sim na nova terra. Se todas elas devem ser cumpridas literalmente é uma questão aberta; com certeza detalhes acerca de lobos e cordeiros, e acerca de montanhas destilando doce vinho devem ser entendidos não de um modo grosseiramente literal, mas como descrições figuradas de como a nova terra será. Entretanto, não é correto dizer que aplicar essas profecias à nova terra seja participar de um processo de “espiritualização”. 

Passamos agora a examinar mais completamente o que a Bíblia ensina acerca da nova terra. Desde o capítulo de abertura do livro de Gênesis aprendemos que Deus prometeu ao homem nada menos do que a própria terra como sua herança e habitação adequado: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja sobre a terra” (Gn 1.28). Deus também ambientou o homem no Jardim do Édem. A partir desse jardim, como seu centro, o homem deveria governar e dominar sobre toda a terra. Esta era a sua tarefa, seu mandato da criação. Mas o homem caiu no pecado, foi expulso do Jardim do Édem e foi-lhe dito que agora, por causa do seu pecado, ele teria de morrer. Quando o homem pecou, seu domínio sobre a terra não foi removido. Mas a terra sobre a qual ele governava passou a estar sob maldição, conforme vemos em Gênesis 3.17 (“Maldita é a terra por tua causa”). Mais adiante, o próprio homem tornou-se tão corrompido pelo pecado que não mais pode governar a terra adequadamente.

Imediatamente após a queda Deus deu ao homem o assim chamado “proto-Evangelho”: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). 

As palavras são dirigidas à serpente que, no livro do Apocalipse, é identificada como Satanás: “Ele segurou o dragão, a antiga serpente que é o diabo, Satanás”(20.2; cp. 12.9). Esta promessa afirmou claramente que a cabeça da serpente, aquela que levou o homem a se rebelar contra Deus, seria finalmente esmagada pelo descendente da mulher e que, por isso, indubitavelmente se vislumbrava a vitória final sobre a força do mal que tinha perturbado a tranqüilidade do paraíso.

Como, pois, poderiam Adão e Eva, juntamente com outros que ouvissem esta primeira promessa, visualizar essa vitória final? Somente podemos especular acerca dessa questão. Mas poderia parecer que uma vez que um dos resultados do pecado foi a morte,  esta vitória prometida tivesse de alguma forma que envolver a remoção da morte. Além disso, uma vez que outro resultado do pecado fora a expulsão de nossos primeiros pais do Jardim do Édem de onde eles deveriam governar o mundo para Deus, pareceria que a vitória também devesse significar a restauração do homem a algum tipo de paraíso recuperado, do qual ele novamente poderia governar adequadamente, e sem pecado sobre a terra. O fato de que a terra fora amaldiçoada por causa do pecado do homem também pareceria implicar que, como parte da vitória prometida, esta maldição e todos os outros resultados do pecado que a maldição envolvia fossem removidos. Num certo sentido, portanto, a expectação de uma nova terra já estava implícita na promessa de Gênesis 3.15.

Em Gênesis 15 e 17 lemos acerca do estabelecimento formal da aliança da graça com Abraão e seu descendente. Ao estabelecer sua aliança com Abraão, Deus estava estreitando, temporariamente, o escopo da aliança da graça com o objetivo de preparar para um alargamento último da aliança. Na promessa de Gênesis 3.15 Deus tinha anunciado que ele estava graciosamente inclinado para com o homem apesar da queda deste no pecado. Esta inclinação graciosa foi definida nos termos mais amplos possíveis, dirigindo-se para “o descendente da mulher”. Ao estabelecer sua aliança formalmente com Abraão, entretanto, Deus introduziu temporariamente uma etapa particularizadora da aliança da graça - com Abraão e com os seus descendentes naturais - para que estes descendentes de Abraão pudessem ser uma bênção para todas as nações (veja Gn 12.3; 22.18). Esta etapa particularista da aliança da graça com Abraão, portanto, vem seguida na era do Novo Testamento pelo alagamento do escopo da aliança, que agora não mais esta restrito a Israel, mas inclui pessoas dentre todas as nações da terra.

Na questão da herança da terra encontramos uma situação similar: um estreitamento temporário da promessa é seguido por uma ampliação posterior. Em outras palavras, assim como o povo de Deus, na era do Antigo Testamento, era em sua maioria restrito aos israelitas, mas era neotestamentária é arrebanhado dentre todas as nações, assim também na época do Antigo Testamento a herança da terra era limitada a Canaã, enquanto que na época do Novo Testamento a herança é expandida para incluir toda a terra. 

Encontramos em Gênesis 17.8 a seguinte promessa feita a Abraão: “Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua...” Observe-se como Deus prometeu dar a terra de Canaã não somente aos descendentes de Abraão, mas também ao próprio Abraão. Mesmo assim, Abraão nunca possuiu nem um metro quadrado de terra na terra de Canaã (Atos 7.5) - com exceção do  túmulo que ele teve de comprar dos hititas (veja Gn.23). Qual, pois, foi a atitude de Abraão com relação a esta promessa da herança da terra de Canaã, que nunca foi cumprida durante o período de sua vida? Recebemos uma resposta a esta questão no livro de Hebreus. No capítulo 11, versos 9,10, lemos: “Pela fé Abraão peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador”. Por “a cidade que tem fundamentos” devemos entender a cidade santa ou a nova Jerusalém que se encontrará na nova terra. Em outras palavras, Abraão aguardava o advento da nova terra como o verdadeiro cumprimento da herança que lhe tinha sido prometida - e assim procederam os outros patriarcas. O fato de que os patriarcas assim fizeram, é citado pelo autor de Hebreus como uma evidência de sua fé: “Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas, vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Mas agora aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (11.13-16).

Vemos no quarto capítulo de Hebreus que a terra de Canaã, no sentido literal, era um tipo do descanso sabático eterno que subsiste para o povo de Deus. Os israelitas no deserto, que não entraram no descanso da terra de Canaã por causa de sua incredulidade e desobediência, são comparados neste capítulo a pessoas que, por causa de desobediência semelhante, não entram no “descanso sabático” (v.9) que nos aguarda na vida por vir. Portanto, Canaã não era um fim em si mesma. Ela apontava, no futuro, para a nova terra que estava por vir. Também vemos, em Gálatas 3.29, que se somos de Cristo, somos descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa. Todos nós que estivermos unidos com Cristo pela fé, somos, portanto, neste sentido mais amplo, a descendência de Abraão. E a promessa da qual somos herdeiros tem de incluir a promessa da terra.

Quando, à luz desta expansão neotestamentária do pensamento do Antigo Testamento, relermos Gênesis 17.8, vemos nessa passagem, agora, uma promessa da possessão eterna última por todo o povo de Deus - todos aqueles que, no sentido mais amplo do termo, são descendência de Abraão - daquela nova terra de que Canaã terrena era apenas um tipo. Dessa forma a promessa da herança da terra tem sentido para todos os crentes de hoje. Limitar esse alcance futuro desta promessa a Abraão, como o fazem os dispensacionalistas, à possessão da terra da Palestina pelos judeus crentes durante o milênio é diminuir em muito o sentido dessa promessa.

            Uma questão que deveríamos encarar neste momento é se a nova terra será outra totalmente diferente desta terra atual, ou será uma renovação da presente terra. Tanto em Isaías, 65.17, como em Apocalipse, 21.1, ouvimos acerca de “novos céus e uma nova terra”. A expressão “céus e terra” deveria ser entendida como um modo bíblico de designar o universo inteiro: “Céus e terra conjuntamente constituem o cosmos”. Mas então a questão é: O universo atual será totalmente aniquilado, de forma que o novo universo será completamente outro do que o cosmos atual, ou será o novo universo essencialmente o mesmo cosmos que o presente, apenas renovado e purificado?

Em 2 Pedro 3.13 como em Apocalipse 21.1 o termo grego utilizado para designar a novidade do novo cosmos não é neos mas sim kainos. A palavra neos significa novo em tempo ou origem, enquanto que a palavra kainos significa novo em natureza ou em qualidade12. A expressão ouranon kainon kai gen kainen (“Novo céu e nova terra”, Ap. 21.1) significa, portanto, não a emergência de um cosmos totalmente outro, diferente do atual, mas a criação de um universo que, embora tenha sido gloriosamente renovado, está em continuidade com o universo presente. Quando ele nos diz que a criação aguarda, com ansiedade, pela revelação dos filhos de Deus a fim de que possa ser liberta do cativeiro da corrupção (vv. 20,21), ele está dizendo que é a criação atual quem será libertada da corrupção no eschaton, não uma criação totalmente diferente. As diferenças entre nossos corpos atuais e nossos corpos ressurrectos, por mais maravilhosas que sejam não retiram a continuidade: somos nós que seremos ressuscitados, e somos nós  que estaremos para sempre com o Senhor. Aqueles ressuscitados com Cristo não serão um conjunto totalmente novo de seres humanos, mas sim o povo de Deus que viveu nesta terra. A título de analogia, seria de se esperar que a nova terra não será totalmente diferente da terra atual, mas será a terra presente maravilhosamente renovada.

Quando entendermos adequadamente os ensinos bíblicos acerca da nova terra, várias outras passagens das Escrituras começam a se encaixar num padrão significativo. Por exemplo, no salmo 31.11 lemos: “Mas os mansos herdarão o país”. É importante observar como Jesus parafraseia esta passagem em seu Sermão do Monte, refletindo a expansão neotestamentária do conceito dessa terra: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5.5). Vemos em Gênesis 17.8 que Deus prometeu dar a Abraão e à sua descendência toda a terra de Canaã por possessão eterna; mas, em Romanos 4.13, Paulo fala da promessa a Abraão e a seus descendentes, dizendo que eles deveriam herdar o mundo - observe que a terra de Canaã, de Gênesis, tornou-se o mundo em Romanos.        
    
Após a cura do coxo no templo, Pedro fez um discurso aos judeus reunidos no pórtico de Salomão, no qual ele disse: “Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que seus pecados sejam cancelados, a fim de que da presença do Senhor possam vir tempos de refrigério; e que ele possa enviar o Cristo que vos foi apontado, Jesus, a quem o céu precisa receber até à época da restauração de todas as coisas” (Atos 3.19-21, ASV). 

A expressão “a restauração de todas as coisas” (no grego, apokatastaseos panton) sugere que a volta de Cristo será seguida pela restauração de toda a criação de Deus à sua perfeição original - dessa forma apontando para a nova terra.

Foi feita anteriormente referência ao ensino de Paulo, em Romanos 8.19-21. Aqui Paulo descreve a expectação da nova terra pela criação atual em termos vívidos: “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus”. Em outras palavras, não é só o homem que aguarda por essa nova terra; toda a criação também aguarda por ela. Quando os filhos de Deus receberem sua glorificação final, na ressurreição, toda a criação será libertada da maldição sob a qual tem labutado. Para parafrasear as notáveis palavras de Philips, toda a criação “está na ponta dos pés” esperando que isso aconteça. Quando Paulo, mais adiante, nos diz que a criação inteira geme como nas dores de parto, ele sugere que as imperfeições da criação presente, que são resultado do pecado, devem propriamente ser vistas por nós como as contrações do parto de um mundo melhor. Novamente vemos a redenção em dimensões cósmicas.

Em Efésios 1.13,14, Paulo fala acerca de nossa herança: “Nele fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança até o resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória”. Nesta tradução, da Versão Revised Standard, a expressão grega eis apolytrosin tes peripoieses (literalmente: até à redenção da possessão) é traduzida como se significasse: até que resgatemos o que é nossa possessão. Outras versões sugerem uma interpretação diferente. A Versão New International traduz assim a frase em questão: “até à redenção daqueles que são possessão de Deus”. Seja qual for a versão que adotarmos, porém, é claro nesta passagem que o Espírito Santo é a garantia ou penhou da nossa herança. O que, pois, é esta herança? Geralmente, consideramos a herança aqui mencionada como apontando para o céu. Mas porque esse termo deveria ser tão restringido? À luz do ensino do Antigo Testamento, não é verdade que esta herança inclua a nova terra com todos os seus tesouros, belezas e glórias?

Existe uma passagem, no livro do Apocalipse, que fala acerca de nosso reinado sobre a terra: “Digno és [Cristo] de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso Deus os constituíste Reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra (Ap. 5.9,10). Embora alguns manuscritos tragam o verbo “reinarão” no tempo presente, os melhores textos trazem o tempo futuro. O reinado sobre a terra desta grande multidão redimida é representado aqui como a culminação da obra redentora de Cristo por seu povo17.


As principais passagens bíblicas que falam da nova terra são as seguintes: Isaías 65.17-25 e 66.22,23 2 Pedro 3.13 e Apocalipse 21.1-4. Isaías 65.17-25, que talvez contenha mais sublime descrição veterotestamentária da vida futura do povo de Deus, já foi abordada anteriormente18. Em Isaías 66.22,23, existe uma segunda referência à nova terra: “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que de uma lua nova à outra, e de um sábado a outro virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor”. Nos versos anteriores do capítulo 66, Isaías predisse futuras e copiosas bênçãos para o povo de Deus: Deus dará a seu povo grande prosperidade (v.12), confortará o seu povo (v.13), fará o seu povo se regozijar (v.14), e o congregará dentre todas as nações (v.20). No verso 22 Deus nos diz, através de Isaías, que seu povo permanecerá perante ele tão duradouramente quanto os novos céus e a nova terra que ele criará. Vemos no verso 23 que todos os habitantes dessa nova terra adorarão a Deus fiel e regularmente. Embora esta adoração esteja descrita em toemos emprestados da época em que Isaías escrevera (“de uma lua nova à outra, e de um sábado a outro”), estas palavras não devem ser entendidas em um modo estritamente literal. O que está predito aqui é a adoração perpétua de todo o povo de Deus, congregado dentre todas as nações, de modo que será adequado à nova existência gloriosa de que eles desfrutarão na nova terra.

No princípio da história Deus criou os céus e a terra. No fim da história vemos os novos céus e a nova terra, que ultrapassarão, em muito, o esplendor de tudo que temos visto antes. No centro da história está o Cordeiro que foi morto, o primogênito entro os mortos, e o governador dos reis da terra. Um dia lançaremos perante ele todas as nossas coroas, “perdidos em admiração, amor e louvor”.


Por. Jurez Alves Pereira – Pr. Da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Nova Dourados em Dourados – MS